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FMCSV IN THE MIDIA
CEIs apresentam projetos de desenvolvimento infantil
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Page Content Publicado em 06/07/2011 no site Acontece Botucatu
A Secretaria Municipal de Educação realizou no dia 21 de junho, na sala de Teleconferência, o seminário de apresentação dos projetos de desenvolvimento infantil do programa Pró Criança, realizado nos Centros de Educação Infantil (CEIs).
O encontro contou com a participação do prefeito em exercício Antonio Luiz Caldas Júnior; secretário de Educação, Narcizo Minetto Júnior; representante da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Eliana Sisla; além de diretores, coordenadores, professores e funcionários da rede municipal.
Ao todo, 22 Centros de Educação Infantil apresentaram os projetos elaborados em novembro de 2010 e desenvolvidos em suas unidades ao decorrer do primeiro semestre deste ano. Os temas trabalhados pelos educadores foram o acolhimento, a importância do brincar e a relação entre a família e a escola.
Eliana Sisla, que realizou todas as capacitações e supervisões de creches do programa no município, avaliou o resultado e ficou satisfeita com as gestoras e educadores da Cidade.
“Implantamos ações simples, mas que fazem toda a diferença na educação das crianças. É importante ressaltar que todas as unidades de Botucatu abriram suas portas para receber os pais na sala de aula o que permite aos educadores estabelecer vínculos mais estreitos e ter informações importantes sobre a criança. As escolas, antes, recebiam as crianças no portão e tinham muito receio à crítica dos pais. O maior convívio com os familiares faz com que se conheçam mais as famílias e seus diferentes modos de ser, desta forma, os educadores podem auxiliá-los mais na educação das crianças”, explica.
Para Sisla outra conquista fundamental no Município foi o fato das crianças poderem escolher do que querem brincar e com quem, evitando ações muito diretivas por parte dos educadores. Para ela é um pilar da educação, pois é desta forma que as crianças constroem autonomia, um dos importantes objetivos da Educação Infantil. Além disso, brincar é a principal forma de expressão das crianças pequenas e um direito.
“Com o brincar, elas aprendem a conviver e resolver conflitos, incorporar valores e discutir hipóteses sobre o funcionamento dos fenômenos sociais, culturais, físicos, biológicos e afetivos. Entretanto é preciso que as escolas planejem o brincar. Os diretores e coordenadores das creches de Botucatu incluíram esta atividade nas rotinas dos grupos e organizaram cenários para brincar em cada sala, os famosos ‘cantinhos’, que permitem um aprofundamento das brincadeiras”, explica Sisla.
“Também os profissionais perceberam a importância dos brinquedos e objetos simples, tecidos, toquinhos de madeira, cabanas de tecido, velhos objetos de cozinha, telefones de verdade, computadores quebrados, caixas de papelão, tudo isso pode ser muito bem aproveitado pelas crianças em suas ações, pois permitem diversos usos e invenções, tornando a brincadeira mais interessante”, finaliza.
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23/01
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Ação das Secretarias Municipais de Educação e Saúde capacita enfermeiros para utilização dos Espaços Lúdicos das UBS
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Publicado no Blog Rede Caas, em 19/01/2012
Profissionais das Secretarias Municipais de Educação e Saúde em parceria com a Rede CAAS (Crianças Amadas, Adultos Seguros) organizaram na última quarta-feira (18) na Sala Pedagógica da Prefeitura Municipal de Penápolis uma oficina para auxiliar cerca de 20 profissionais da enfermagem de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e da Santa Casa de Penápolis no processo de elaboração e utilização dos Espaços Lúdicos instalados nesses órgãos.
Sob responsabilidade de Maribel Almeida Ribeiro Oliveira, coordenadora pedagógica geral de Educação Infantil da SME, a oficina ressaltou a importância do brincar para o desenvolvimento integral das crianças. Os profissionais foram estimulados a refletir sobre o que é necessário para complementar os Espaços Lúdicos das UBS e de que forma poderão trabalhar com as crianças que passam por esses locais.Enfermeiros participam do Jogo do Vínculo durante oficina.
O “Jogo do Vínculo”, uma dinâmica de grupo, foi realizado durante o encontro. “Através de uma brincadeira conseguimos passar conceitos e uma reflexão sobre o desenvolvimento infantil”, explicou Leonila Torrezan Aguiar, chefe do Serviço de Creche da Secretaria Municipal de Educação (SME). “O intuito é que os enfermeiros adaptem e modifiquem este jogo para que possam trabalhar com diversos temas em suas unidades, tais como a amamentação, cuidados com a criança, entre outros”, completou.
Durante a ocasião, os enfermeiros receberam mais de 70 livros infantis doados pelo Instituto Itaú Social para a Rede CAAS, além de jogos de tapetes em material emborrachado (peças do Jogo do Vínculo) para serem utilizados nos Espaços Lúdicos das UBS.A psicóloga Inês Peters, da Rede CAAS, fala aos participantes.
Entre as diversas experiências proporcionadas pelo brincar, Maria Inês Peters, secretária executiva da Rede CAAS, ressaltou que “brincando a criança entra em contatos com suas fantasias e sentimentos, testa e exercita suas habilidades, o que colabora para a construção de sua identidade”.
Sobre a adaptação dos Espaços Lúdicos nas UBS, as profissionais afirmaram que o ato de brincar exige um ambiente onde o faz-de-conta possa existir e que não há uma receita para organizar esse espaço nem a necessidade de brinquedos específicos. “O mais importante é que os Espaços Lúdicos sejam um espaço onde as crianças possam ser acolhidas e tenham a oportunidade de viver sua infância em toda a sua plenitude”, finalizou Inês.
Com recursos da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), a Rede CAAS equipou todos os Espaços Lúdicos das UBS de Penápolis com aparelhos de televisão e DVD, além de tapetes infantis emborrachados. Na próxima semana serão entregues nessas unidades mais livros infantis, filmes educativos e alguns brinquedos, também financiados pela FMCSV.
Rede CAAS
Do convênio entre a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), de São Paulo, Associação Unidos Pela Vida e Prefeitura Municipal de Penápolis surgiu em 2009 o projeto social Rede CAAS. Por meio da articulação de parcerias entre os setores público, privado e organizações sociais, a Rede CAAS realiza ações que integram os serviços de saúde, educação e assistência social do município de Penápolis.
http://redecaas.blogspot.com/2012/01/acao-das-secretarias-municipais-de.html
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Publicado no Site Jornal da Ciência, em 12/01/2012
Artigo de Isaac Roitman enviado ao JCEmail pelo autor.
O título do artigo foi inspirado no Seminário: "Cidadão do Futuro: Políticas para o Desenvolvimento da Primeira Infância" realizado recentemente em Brasília e que foi organizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos e pela Secretaria de Direitos Humanos, ambas ligadas à Presidência da República. O evento contou com a participação de 49 palestrantes.
Um dos objetivos foi avançar na construção de um protocolo único para a atenção à primeira infância. Foram apresentados programas e políticas públicas em andamento em várias regiões do Brasil, alguns estaduais como o Primeira Infância Melhor (Rio Grande do Sul) e Asas da Florestania (Acre) e outros conduzidos por prefeituras: Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Sobral, Rio de Janeiro, Petrolina e Campinas. Foi apresentado também o projeto "Chile Crece Contigo", que tem sido utilizado como modelo de vários programas no Brasil e que tem como objetivo oferecer a toda população chilena um sistema de Proteção Integral para a Infância. Em 2009 uma lei específica criou o Sistema Intersectorial de Proteção Social que permitiu a continuidade e avanço do programa.
É já consagrado o conceito de que os primeiros seis anos de vida são decisivos na formação da personalidade do ser humano. O conceito que o desenvolvimento do cérebro do ser humano é linear está superado. O pico na formação de novos neurônios e a conexão entre eles, sinapses, ocorrem principalmente nos três primeiros anos de vida. Esse período é decisivo e afeta a vida do ser humano, particularmente na dimensão da saúde e da cognição.
Um espectro grande de procedimentos e protocolos está disponibilizado facilitando o acesso a cuidados e educação para a primeira infância. Um bom exemplo é o Programa "Primeira Infância Melhor" (PIM), introduzido no Rio de Grande do Sul em 2003 e que já proporcionou atendimento com visitas domiciliares a 59.125 famílias e a 88.740 crianças. É um programa de ação socioeducativa voltado às famílias com crianças de zero até seis anos e gestantes, em situação de vulnerabilidade social e foi implantado tendo como referência a metodologia do Projeto Cubano "Educa a tu Hijo". Ele está voltado para o desenvolvimento pleno das capacidades físicas, intelectuais, sociais e emocionais do ser humano, tendo como eixo de sustentação a Comunidade, a Família e a Intersetorialidade.
Os programas de assistência materno-infantil têm reduzido as taxas de mortalidade infantil e subnutrição. Segundo o IBGE a mortalidade infantil no Brasil recuou de 69,12 para 22,47 óbitos em cada mil crianças nascidas vivas entre os anos de 1980 a 2009. Os programas de vacinação em massa, o incentivo ao aleitamento materno, o acompanhamento de gestantes e recém nascidos, além da relativa expansão do saneamento básico, certamente contribuíram para essa redução. Apesar desses avanços temos um grande desafio para alcançar índices aceitáveis, inclusive na educação.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (IBGE/2009), quase a metade das crianças na faixa da primeira infância, pertencem às famílias que vivem abaixo da linha de pobreza. Vivendo em condições adversas, que afetam o seu desenvolvimento elas têm seus direitos violados e chegam à idade escolar com significativa perda de seus potenciais. As habilidades não cognitivas, tais como a socialização, perseverança, disciplina e criatividade também ficam comprometidas. Sem a introdução de políticas articuladas para a Primeira Infância, certamente não concretizaremos o sonho da igualdade social.
Recentemente iniciativas de aprofundamento de debates sobre políticas públicas para a primeira infância apontam para um momento favorável para a implantação dessas ações em nível nacional. Além do Seminário mencionado, foram realizados outros três eventos de grande porte onde as políticas para a primeira infância foram amplamente discutidas: 1. Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância (São Paulo / Fundação Maria Cecília Vidigal Souto Vidigal); 2. Seminário Educação para o Século 21 (São Paulo / Instituto Ayrton Senna); 3. Seminário Internacional - Educação na Primeira Infância: A experiência internacional e a brasileira (Rio de Janeiro / Fundação Getulio Vargas). Nesse evento foi lançado o livro: "Aprendizagem Infantil: Uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva". Essa obra rica em contribuições importantes foi um produto do Grupo de Trabalho de Aprendizagem Infantil instituído pela Academia Brasileira de Ciências e certamente servirá de guia para o estabelecimento de políticas publicas virtuosas na área.
O coordenador do livro, professor Aloísio Pessoa de Araújo faz uma provocação e uma convocação ao meio acadêmico e profissional da sociedade brasileira: "Como é sabido, os cuidados com a saúde e nutrição durante o pré-natal e nos primeiros anos de vida são determinantes na plasticidade cerebral e consequentemente no desenvolvimento educacional, além da saúde ao longo de sua vida. É igualmente importante que se criem centros de pesquisa em educação infantil em nossas universidades, públicas ou privadas. Estes centros deveriam ser conduzidos tanto por educadores como por neurocientistas e pediatras. Também poderiam ser dirigidos por economistas que poderiam fazer estudos quantitativos sobre os custos e benefícios dos diversos métodos utilizados."
Implantar políticas públicas que possam introduzir conteúdos e hábitos apropriados, desenvolvimento afetivo, brincadeiras e pedagogias contemporâneas para as crianças são o melhor investimento que podemos fazer pelo futuro dos brasileiros e do Brasil. Tudo indica que chegou a hora e a vez das crianças. É bom sempre lembrar um verso do "Pra não dizer que não falei das flores" de autoria de Geraldo Vandré, que diz: "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer".
É também oportuno lembrar o provérbio chinês: "Há três coisas que nunca voltam atrás: a palavra proferida, a flecha desferida e a oportunidade perdida". Perder a oportunidade de realizarmos um grande salto, uma verdadeira inflexão, em favor do desenvolvimento da criança, será uma grave omissão de toda a sociedade e que certamente comprometerá o futuro das próximas gerações.
Isaac Roitman é coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e Subsecretário de Políticas para Criança da Secretaria de Estado da Criança do Distrito Federal.
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80702
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09/01
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Investimento em 1.ª infância é o mais essencial
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Crianças pobres não estão condenadas a rendimento educacional mais baixo, mas bons programas são necessários, diz pediatra
08 de Janeiro de 2012
'Pais são os principais atores na educação'
Alexandre Gonçalves, de O Estado de S. Paulo
A ciência dirimiu todas as dúvidas quanto à relevância social da educação na primeira infância - entre zero e seis anos. Falta agora os gestores públicos acordarem para o tema, afirma Jack Schonkoff, do Centro para o Desenvolvimento Infantil, de Harvard. O pesquisador americano reconhece a dificuldade de convencer políticos a investir tempo e recursos em projetos que só darão frutos quando já tiverem deixado o cargo. Ele veio a São Paulo no dia 20 para do Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, organizado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e falou ao Estado sobre as descobertas na área.
Qual é o estado atual do conhecimento sobre educação na primeira infância?
Houve uma revolução. Durante décadas, observávamos claramente como uma família preocupada com a educação das crianças na primeira infância poderia exercer um poderoso estímulo no seu desenvolvimento. Também ficava patente que a exposição precoce a ambientes violentos têm um impacto muito negativo no processo formativo. Agora, começamos a entender como esses fatores de estímulo ou estresse influenciam a fisiologia da criança com menos de seis anos, especialmente o cérebro. Tal conhecimento ajuda muito na hora de pensar intervenções para diminuir o abismo que separa crianças que receberam uma educação adequada daquelas expostas a um ambiente ruim.
Que tipo de intervenções são possíveis com este conhecimento?
Primordialmente, precisamos identificar qual é a situação da criança. Há muitas famílias pobres que dão uma excelente educação para os filhos. Elas só não tem dinheiro e informação. Nesse caso, basta organizar programas que ofereçam informação para os pais e escolas de boa qualidade mantidas com dinheiro público. Crianças submetidas a um ambiente marcado por doenças mentais, drogas ou relacionamentos violentos constituem um problema bem mais complexo. A ciência tem mostrado que o impacto do estresse nessa fase é tão grave que aumenta o risco de hipertensão, diabete e cardiopatias na idade adulta. Naturalmente, o cérebro é o principal afetado com danos comprovados em diversos circuitos. Educadores e - na medida do possível, os pais - precisam identificar com precisão qual é o fator de estresse e tentar criar um espaço de segurança ao redor da criança. Precisarão ensinar a ela técnicas para lidar com as situações negativas a que está submetida, minimizando os danos. Sem isso, prover os estímulos tradicionais é insuficiente. Não serão eficazes para corrigir os prejuízos já sofridos na afetividade e na cognição.
O que diferencia programas de sucesso de iniciativas ineficazes?
O principal fator determinante para o sucesso de um programa é o treinamento adequado dos educadores que vão conduzi-lo. Há uma tentação de pagar pouco para esses profissionais. Mas é uma economia ilusória, pois diminui a qualificação e o comprometimento de quem você contrata. O resultado que você consegue por cada dólar investido cai bastante. Qualquer administrador de empresa sabe que não compensa. E a qualificação é tanto mais necessária quanto maiores são os dramas enfrentados pelas crianças. O número de adultos necessários ao lado das crianças é também maior quanto mais novas elas são. Quinze crianças de três anos para um único adulto, por exemplo, é uma situação enlouquecedora. Além disso, um único programa aplicado para toda a população costuma ter resultados ruins. É preciso conceber diferentes programas que correspondam às necessidades específicas de cada grupo. Para a maioria das famílias carentes, de fato, bastará prover informações para os pais, que muitas vezes não tem qualquer escolaridade, e os ajudar a contribuir para a educação dos filhos. Os pais continuam sendo os atores mais importantes na educação dos filhos. Programas que conseguem engajá-los na formação das crianças apresentam taxas de sucesso muito maiores. Mas são necessários programas especiais para grupos de risco.
Qual deve ser o foco da educação nessa fase da formação?
O estímulo do uso da linguagem, conversando muito com as crianças, lendo para elas. Só assim elas conseguem criar sua própria linguagem. As aptidões nessa área são um excelente preditor de sucesso acadêmico no futuro.
Como medir o progresso das crianças no início da infância?
Por um lado, é muito fácil. Há protocolos científicos bem estabelecidos que conseguem avaliar as aptidões desenvolvidas desde cedo. Até por recém-nascidos. Testes, por exemplo, que avaliam a resposta a estímulos visuais com base no movimento dos olhos da criança. A dificuldade não está aí, mas na imensa variabilidade do ritmo de desenvolvimento de uma criança para outra. Por isso, precisamos de pessoal qualificado para interpretar os resultados dos testes tendo em conta esta variabilidade. Sem isso, torna-se impossível identificar com precisão se os métodos pedagógicos estão produzindo resultados adequados e tomar decisões racionais baseadas em evidência. Consequentemente, o dinheiro investido pode estar escoando pelo ralo.
Como compensar mais tarde deficiências no processo formativo da primeira infância?
Quando a criança nasce, já tem quase todas as células do cérebro que a acompanharão durante a vida. Mas faltam ainda os circuitos e conexões que ligam os neurônios. Na primeira infância, essas conexões ocorrem de uma forma muito rápida. Além dos fatores genéticos, o principal determinante são as experiências que a criança vivencia. Nos primeiros dois anos de vida, o ritmo de ligações alcança 700 conexões por segundo. É como a construção progressiva de uma casa. As primeiras conexões são o fundamento, as seguintes são as paredes, depois o telhado... Os circuitos de maior complexidade dependem dos anteriores, mais elementares. Naturalmente, o cérebro não perde a capacidade de compensar deficiências e nunca é tarde demais para desistir. Mas o resultado fica aquém quando comparado com um desenvolvimento adequado e o custo torna-se muito maior.
Em um País como o Brasil, com um sistema educacional público imenso e repleto de problemas, vale a pena falar em investimentos na primeira infância?
Sem dúvida alguma. Antes de todas essas evidências científicas, um político poderia defender que não valeria a pena argumentando que a criança não aproveitaria a formação recebida nesta fase. Agora, um discurso assim não vale mais. Precisamos tomar a decisão política de priorizar a primeira infância. O Brasil é um País que está crescendo economicamente mas ainda sofre com uma distribuição de renda muito desigual. Tem uma necessidade enorme de capital humano. Devemos compreender de uma vez por todas que crianças que nasceram em uma família pobre não estão necessariamente condenadas a um subdesenvolvimento cognitivo. Não precisa ser assim. E o dinheiro investido na primeira infância apresenta a melhor relação custo benefício de todos os investimentos feitos em educação. A segunda decisão política a ser tomada é reconhecer que, para grupos restritos da população, estímulo educacional não é suficiente. Para famílias em situações de maior vulnerabilidade, são necessários programas para diminuir e compensar os fatores de estresse na educação das crianças. A sociedade deve perceber que o investimento na primeira infância compensa. Além de aumentar, no futuro, a população economicamente ativa diminui muito o número de pessoas que vão parar nas prisões. Há estudos que comprovam isso.
Como convencer os gestores públicos de que vale a pena tomar essas decisões?
Sem dúvida, não é fácil. Investimentos em educação na primeira infância são sementes que você lança e seus filhos e netos colherão depois. É necessário um sentido de legado que falta a muitos políticos preocupados com seu próprio desempenho na próxima eleição. Mas precisamos argumentar e a ciência oferece ótimos argumentos. Um famoso estudo realizado em Michigan comparou durante quarenta anos o desempenho de pessoas pobres que tiveram acesso à educação na primeira infância com indivíduos semelhantes mas que não receberam o mesmo apoio. Os resultados são eloquentes. A probabilidade de concluir o ensino médio era 20% maior no grupo que estudou na primeira infância. O envolvimento com crimes também era significativamente mais baixo no mesmo grupo. Economistas calcularam que para cada dólar investido na primeira infância, nove dólares eram economizados depois. Sem dúvida, as crianças serão mais felizes. No futuro, sua taxa de empregabilidade, por exemplo, será maior. Contudo, precisamos perceber que a sociedade é quem lucra o maior benefício.
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02/01
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FAPESP - Propostas de Pesquisas Aprovadas
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Dez propostas de pesquisa, das 25 que pleitearam o financiamento da linha de crédito criada pela FMCSV e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foram aprovadas. A lista foi divulgada no dia 20 de dezembro e pode ser consultada nos sites da Fapesp e FMCSV. Os projetos, todos na área de desenvolvimento infantil, são conduzidos por pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa no estado de São Paulo. O acordo entre as instituições prevê um crédito de R$ 2,6 milhões para apoiar as propostas selecionadas pelo Comitê Gestor, formado por representantes da Fapesp e da FMCSV. Como as propostas aprovadas não vão consumir todos os recursos disponíveis, será realizado um novo edital de convocação em 2012.
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06/10
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Fundo patrimonial garante perpetuidade de organizações
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Publicado em 26/09/2011 no Portal do IDIS
Faculdade de Direito da Universidade São Paulo (USP) promoveu painel de debates sobre o tema "Endowment no Brasil: adoção do fundo patrimonial de sustentabilidade por fundações privadas e universidades", mostrando a importância deste fundo para a perenidade das organizações.
O evento, realizado na última terça (20) e coordenado pelo Departamento de Direito do Estado, da Faculdade de Direito da USP (foto), debateu questões sobre o interesse de entidades públicas e privadas atingirem a sustentabilidade através de um fundo patrimonial (endowment).
O professor doutor de Direito Administrativo da USP, Gustavo Justino de Oliveira, abriu a mesa de discussão ressaltando que, no Brasil, ainda não existe uma legislação que trate especificamente do assunto. “É necessária uma revisão e regulação, que trarão segurança jurídica para as organizações e para quem colabora com elas”, afirmou.
Marcos Kisil, diretor-presidente do IDIS, abordou a utilidade dos fundos patrimoniais: “É o instrumento de sustentabilidade de uma fundação ou associação. Quando a organização toma a iniciativa de criar um fundo com esse objetivo, pode-se considerar uma atitude de empreendorismo social”. Kisil aprofundou a discussão dizendo que as organizações devem pensar em sua eficiência, eficácia e sustentabilidade. “É por meio do endowment que elas conseguem perpetuar suas causas e valores, garantem um fim específico para os recursos e garantem a profissionalização da gestão.”
A diretora-administrativa-financeira da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Paula Fabiani, relatou como a organização estruturou seu fundo patrimonial e como ele vem sido gerido. “No Conselho de Curadores definimos quanto poderá ser gasto por ano e quais são as regras para utilização do fundo. Isso nos permite ter um olhar mais estratégico para gerir este recurso com excelência”
Outra questão levantada foi a necessidade da missão da organização estar perfeitamente alinhada com os objetivos de utilização do fundo patrimonial criado por ela. “Na Fundação Maria Cecília Souto Vidigal não investimos em ações de indústrias de tabaco e armamentos, por exemplo, porque consideramos que vão contra os princípios da instituição”, explicou Paula Fabiani.
Felipe Sotto-Maior, advogado especialista em Finanças Corporativas e Investment Banking e fundador da Endowments do Brasil (EDB), disse ter começado a estudar a fundo o tema quando teve de planejar o uso de recursos do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da USP, ganhos em uma ação judicial. “A partir daí, criamos um conjunto de regras e diretrizes a fim de trazer transparência na gestão financeira e tornar o fundo uma ferramenta de governança.”
O debate fomentou a discussão sobre o endowment nas universidades públicas, com o exemplo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que criou um fundo patrimonial para administrar doações de ex-alunos e empresas à instituição. “Com o fundo é possível gerenciar os recursos de forma transparente”, disse Sotto-Maior.
O compartilhamento das diferentes visões e experiências sobre a criação, gestão e benefícios dos fundos patrimoniais permitirá aos presentes, profissionais do terceiro setor, professores e estudantes, aperfeiçoar seus conhecimentos sobre o tema e, assim, avaliar como aplicar tais aprendizados em suas respectivas áreas de atuação.
http://www.idis.org.br/acontece/noticias/fundo-patrimonial-garante-perpetuidade-de-organizacoes/view
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06/10
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Por que nossas crianças estão mais ansiosas?
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Publicado em 26/09/2011 no Site Bebe.com.br
O número de crianças brasileiras ansiosas aumentou 60% nos últimos dez anos, de acordo com um levantamento realizado pelo Centro de Atendimento e Pesquisa de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (Capia), da Santa Casa do Rio de Janeiro. No mundo todo, segundo a Associação Americana de Transtornos de Ansiedade, de 9% a 15% da população de 5 a 16 anos de idade sofrem desse mal. Porque essas crianças estão se tornando tão ansiosas, tão cedo? Para especialistas em Desenvolvimento Infantil, os estímulos recebidos na primeira infância (período de 0 a 3 anos de idade) ajudam a responder essa questão.
E se os estímulos são tão importantes no processo de desenvolvimento da criança, o ambiente familiar deve ser harmonioso e aberto ao diálogo. Os pais, ou responsáveis, precisam manter as crianças afastadas dos problemas, tais como brigas movidas por separações ou diferenças, questões financeiras, desequilíbrios emocionais etc. “As condições do início da vida têm um longo alcance para o comportamento do ser humano. Uma criança submetida a situações com forte carga de estresse ou ansiedade ficará marcada de alguma forma, carregará isso como parte da sua formação”, alerta a psicóloga Ely Harasawa, da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, do Rio de Janeiro.
http://bebe.abril.com.br/blogs/ultimas-do-bebe/2011/09/26/por-que-nossas-criancas-estao-mais-ansiosas/
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22/09
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CONASS assina Acordo de Cooperação para trabalhar a prevenção da violência na 1ª Infância
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Publicado em 14/09/2011 no site do Conass
Alessandra Schneider, assessora técnica e Tatiana Rosa – Ascom CONASS
A presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Beatriz Dobashi, e o diretor-presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), Eduardo Queiroz, assinaram hoje (13), em Brasília, um Acordo de Cooperação entre as duas instituições e o Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância do Canadá (CEDPI). O objetivo é estimular uma colaboração tripartite a fim de melhorar a qualidade de vida e a saúde das crianças a partir da primeira infância, oferecendo maiores oportunidades de desenvolvimento integral àquelas mais vulneráveis.
Uma das atividades decorrentes do Acordo é a ampliação da versão em língua portuguesa da Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância e sua disseminação no Brasil e no exterior. Publicada na internet com acesso livre e aberto, a enciclopédia disponibiliza conhecimentos baseados em evidências sobre o desenvolvimento psicossocial da criança, desde a concepção até os cinco anos, reunindo artigos científicos e mensagens-chave para pais e profissionais sobre 47 temas de interesse. A versão em português já possui 20 temas dentre os quais destacam-se: agressividade; apego; aleitamento materno; prevenção de maus-tratos na infância (abuso/negligência); estresse (pré-natal e perinatal); obesidade, dentre outros. Além disso, 22 mensagens-chave estão disponíveis em português. A enciclopédia pode ser consultada via portal do CONASS -www.conass.org.br - ou ainda pelo website www.enciclopedia-crianca.com
Beatriz Dobashi e Eduardo Queiroz assinam o Acordo de Cooperação entre as entidades
A partir desta cooperação tripartite, a versão em português da enciclopédia será ampliada e passará a contar com uma nova seção intitulada “Perspectivas Brasil” onde serão postados artigos científicos de pesquisadores brasileiros relacionados ao temário da Enciclopédia, propiciando uma contextualização sobre o estado da arte das evidências internacionais, além de contribuir para a ampliação da produção científica nacional dentro do Brasil e para o conjunto de países lusófonos.
Durante o encontro Beatriz Dobashi falou sobre a bandeira de prevenção da violência assumida pelo CONASS no ano de 2007. “Desde quando começamos a discutir a epidemia da violência percebemos a necessidade de se fazer a prevenção a partir da 1ª infância, pois esse seria o melhor caminho. Essa enciclopédia foi para nós um espaço ideal para trabalharmos essa teoria e divulgarmos essa ideia de que é com a criança que a gente deve estabelecer a cultura da paz”, afirmou.
Secretaria Executiva e assessoria técnica do CONASS em reunião com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal
Segundo ela a tradução do material para a língua portuguesa favoreceu o acesso de profissionais e familiares à enciclopédia tornando-a uma ferramenta de fácil utilização em escolas e em outras áreas de atuação. “Temos uma experiência em Mato Grosso do Sul onde fizemos uma reunião com as áreas da educação, da assistência social e da saúde. Mostramos os vídeos, a enciclopédia e todos os diversos materiais que o CONASS tem sobre o tema. Todo esse material se tornou uma ferramenta para a Atenção Básica e para as escolas do Estado. Com certeza essa cooperação vai se tornar uma vitória na cultura da paz” finalizou.
Para o presidente da FMCSV a cooperação configura-se como uma iniciativa de colocar a 1ª Infância como prioridade para a sociedade. “Esse movimento que envolve o CONASS, a FMCSV, o CEDPI tem o objetivo de evidenciar a 1ª infância para a sociedade que se constitui não só pelas famílias, mas como também pelos políticos que fazem as nossas leis e pelos gestores estaduais, municipais e federais.
Queiroz afirmou que esse trabalho é uma batalha em que a FMCSV é um dos soldados juntamente com os outros parceiros citados acima. Para ele a perspectiva em relação ao trabalho é de que a enciclopédia tenha um alcance mundial. Hoje o material já está traduzido em quatro idiomas: francês, espanhol, inglês e português. “Nós estamos dando um passo para que a 1ª infância alcance vôos mais altos o que é o nosso sonho”.
Os documentos firmados pelas duas instituições seguem agora para o Centro de Excelência para o Desenvolvimento da Primeira Infância, da Universidade de Montréal, no Canadá, para assinatura do prof. Richard Tremblay que infelizmente não pôde estar presente à solenidade.
http://www.conass.org.br/?id_area=28&pagina=dspDetalhes&COSEQ=10584
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22/09
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Os primeiros anos de vida em destaque
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Publicado em 15/09/2011 no site do Conass
Estudos recentes têm demonstrado a relevância da educação e dos cuidados de saúde de qualidade, durante a gestação e os primeiros anos de vida, para a promoção da saúde física e mental da criança, a ampliação da sua capacidade de aprendizagem, e a prevenção do comportamento violento. As condições de saúde e desenvolvimento na primeira infância dependem, em larga medida, do contexto sócio-cultural e da capacidade das famílias de proporcionarem um ambiente seguro e estimulante para seus filhos. Além disso, no âmbito de programas e políticas públicas, é fundamental orientar as intervenções nos períodos pré e pós-natal às melhores práticas, isto é, àquelas que comprovadamente demonstraram resultados efetivos em avaliações.
Com o intuito de contribuir para a disseminação de informações relevantes sobre os primeiros anos de vida foi elaborada, no Canadá, a Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância. Essa proposta inovadora foi idealizada e é gerenciada pelo Centre of Excellence for Early Childhood Development (Centro de Excelência para o Desenvolvimento na Primeira Infância - CEDPI) da Universidade de Montreal, dirigido pelo prof. Richard Tremblay.
Publicada na internet, portanto em meio digital, a Enciclopédia é de acesso livre e aberto. Reúne artigos de renomados pesquisadores internacionais sobre temas relacionados ao desenvolvimento psicossocial da criança, da concepção aos cinco anos de idade. Uma síntese sobre cada tema é apresentada sob três perspectivas: desenvolvimento, serviços e políticas, abordando três questões: Qual é sua importância? O que sabemos? O que pode ser feito? Disponibiliza, ainda, mensagens-chave direcionadas a pais e profissionais que sintetizam didaticamente as principais evidências científicas, e orientam a ação. As versões originais da enciclopédia, em inglês e francês, apresentam 45 temas de interesse que, paulatinamente, estão sendo disponibilizados em português.
Em abril de 2010, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS, instituição que reúne todos os secretários estaduais de saúde do Brasil - lançou a versão em língua portuguesa da referida Enciclopédia em parceria com o CEDPI. A versão em português, em agosto de 2011, já contava com 20 temas disponíveis para consulta dentre os quais destacam-se: agressividade; apego; aleitamento materno; prevenção de maus-tratos na infância (abuso/negligência); estresse (pré-natal e perinatal); obesidade, programas de educação infantil; linguagem e alfabetização, dentre outros. Além disso, há 22 mensagens-chave disponíveis em português.
Em setembro de 2011, a Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, Beatriz Dobashi, e o Diretor-Presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Eduardo Queiroz, assinaram um Acordo de Cooperação entre as duas instituições e o Centro de Excelência para o Desenvolvimento da Primeira Infância, do Canadá, com o objetivo de estimular uma colaboração tripartite a fim de melhorar a qualidade de vida e a saúde das crianças a partir da primeira infância, oferecendo maiores oportunidades de desenvolvimento integral àquelas mais vulneráveis.
Uma das principais atividades decorrentes do Acordo de Cooperação é a ampliação da versão em língua portuguesa da Enciclopédia sobre o Desenvolvimento na Primeira Infância e sua disseminação no Brasil e no exterior. A partir desta cooperação tripartite, a versão em português da Enciclopédia será ampliada e passará a contar com uma nova seção intitulada “Perspectivas Brasil” onde serão postados artigos científicos de pesquisadores brasileiros relacionados ao temário da Enciclopédia, propiciando uma contextualização sobre o estado da arte das evidências internacionais além de contribuir para a ampliação e divulgação da produção científica nacional dentro do Brasil e para o conjunto de países lusófonos.
A Enciclopédia é uma ferramenta poderosa para a atualização e a qualificação de todos aqueles que interagem com as crianças pequenas: mães, pais, tios, avós, profissionais da saúde, educação infantil, assistência social, assim como para os gestores públicos e privados que concebem e implementam políticas e programas destinados à primeira infância. Há, ainda, uma distância significativa entre o que sabemos sobre o acelerado desenvolvimento que ocorre intra-útero e nos primeiros anos de vida da criança a partir da sua interação com seus principais cuidadores e o que é oferecido em termos de serviços a essa população. Nesse sentido, a Enciclopédia traz uma grande contribuição para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências, para a formação inicial e continuada dos profissionais que atuam junto à população alvo, bem como para levar informações e esclarecimentos a mães e pais – principais educadores e modelos de identificação dos seus filhos no início da vida.
A enciclopédia pode ser consultada via portal do CONASS - www.conass.org.br, clicando no banner ao lado esquerdo da tela - ou ainda pelo website www.enciclopedia-crianca.com.
É preciso, agora, motivar educadores, profissionais da saúde, pais, comunicadores, dirigentes e trabalhadores de organizações da sociedade civil a utilizarem as informações disponíveis na Enciclopédia e a incentivarem sua disseminação. Além disso, será necessário um esforço de divulgação ampla, que possa ser feito com o apoio e o estímulo do Governo Federal e de organismos como o Conass, Conasems, Consed, Undime, associações de municípios, CNBB, Pastoral da Criança, veículos de comunicação e outras organizações da sociedade civil.
Acreditamos que o acesso livre e aberto a informações atualizadas e com base científica sobre a gestação e os primeiros anos de vida da criança são elementos-chave para a qualificação e o fortalecimento da atenção integral à primeira infância – alicerce das habilidades e competências humanas ao longo de toda a vida.
Este artigo foi escrito por Alessandra Schneider (Psicóloga; Especialista em Saúde Perinatal, Educação e Desenvolvimento do Bebê; Mestre em Psicologia; Assessora Técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS - para os temas de Promoção da Saúde, Primeira Infância e Prevenção à Violência).
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Grupo Gestor da RNPI reúne-se em São Paulo
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Publicado em 20/09/2011 no Site Primeira Infância
No dia 12 de setembro aconteceu a segunda reunião do Grupo Gestor deste ano. O encontro foi na sede da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, gentilmente oferecida por Ely Harasawa. Estavam presentes: Renate Keller pela Aliança pela Infância, Liese Serpa – PIM, Luzia Lafitte – IFAN, Anna Rosa Amâncio – CECIP, Patrícia Lacerda e Priscila Fernandes – Instituto C&A, Marilena Flores Martins – IPA, Vera Melis – Instituto Zero a Seis e Ligia Barbosa representando a AELTC e a Rede Estadual de Pernambuco. Pela Secretaria Executiva estavam Maria Thereza Marcilio, Ana Oliva e Elza Abreu.
A reunião, além de contar com um número expressivo de membros, teve uma pauta extensa e inteiramente cumprida.
Na ocasião, Priscila apresentou Patrícia que deverá representar o Instituto na Rede durante a sua licença maternidade. Um dos pontos de pauta foi a eleição para o novo Grupo Gestor que será realizada na Assembléia do final do ano. Pelo regimento, deve haver renovação de pelo menos um terço dos atuais membros.
Foi apresentado o Plano de Comunicação da RNPI, o novo site, folder, banner e papelaria que seguirão o padrão já adotado no Boletim Interno e no Clipping. Um dos componentes do plano consiste na produção de vídeos abordando diferentes temas relacionados à primeira infância, tendo sido apresentado o primeiro deles que aborda a questão da violência na vida das crianças. Todos os itens foram bastante discutidos e ao final tivemos a aprovação. Uma outra decisão foi a de se formar um GT sobre sustentabilidade da Rede.
http://primeirainfancia.org.br/2011/09/grupo-gestor-da-rnpi-reune-se-em-sao-paulo/
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USP Promove Debate sobre Terceiro Setor no Brasil
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Publicado em 20/09/2011 no site Universo Jurídico
Expor os principais aspectos dos fundos patrimoniais de sustentabilidade, bem como seu possível enquadramento na legislação brasileira, é o objetivo central do painel de debates “Endowment no Brasil: adoção do fundo patrimonial de sustentabilidade por universidades públicas e fundações privadas”, que ocorre na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no dia 20 de setembro, a partir das 18h30.
O endowment é a forma de transferência de dinheiro ou bens a uma instituição, como escolas, universidades, museus, bibliotecas, fundações e hospitais. A primeira universidade brasileira a criar um fundo permanente, baseado em doações, para reforçar o orçamento foi Escola Politécnica da USP.
O modelo, anunciado este ano, é parecido com o de instituições europeias e americanas, que multiplicaram seus recursos e ganharam mais prestígio. A condição é que a verba seja aplicada no mercado financeiro, para gerar rendimentos contínuos.
A meta da Poli é arrecadar R$ 25 milhões até o fim de 2012, o que permitiria a retirada anual de R$ 1,5 milhão. E, em uma década, bater os R$ 150 milhões de patrimônio, com resgate anual de R$ 9 milhões.
O evento na USP, realizado pelo Departamento de Direito do Estado da faculdade, será coordenado pelo consultor em Direito Público e do Terceiro Setor e professor de Direito Administrativo Justino de Oliveira, que fará a mediação dos debates ao lado de João Gabriel Gomes Pereira, especialista em Direito Público e do Terceiro Setor, e coordenador jurídico da banca Justino de Oliveira Advogados.
Sob a ótica do Terceiro Setor, Justino de Oliveira pretende que as discussões protagonizadas por diferentes sujeitos contribuam para o fortalecimento de novos modelos de gestão que, a partir da manutenção da saúde financeira da entidade, atinja a melhoria das atividades desempenhadas por universidades públicas e fundações privadas.
O evento ocorre no novo auditório da Faculdade de Direito da USP é aberto à comunidade em geral. As inscrições podem ser feitas no local, com uma hora de antecedência.
Integrarão a mesa como debatedores, Marcos Kisil, diretor-presidente e fundador do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social; Paula Fabiani, diretora administrativa financeira da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal; Felipe Sotto Maior, advogado responsável pelo endowment na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, entre outros.
Serviço: Painel de debates “Endowment no Brasil: adoção do fundo patrimonial de sustentabilidade por universidades públicas e fundações privadas”
Data: 20 de setembro de 2011 (terça-feira)
Horário: das 18h30 às 22h30
Local: Auditório XI de Agosto - Prédio anexo à Faculdade de Direito da USP - Largo de São Francisco, 95 - Centro - São Paulo/SP
Inscrições: pelo e-mail evento@justinodeoliveira.com.br informando nome completo e instituição.
http://uj.com.br/online/vcsabia/107434/USP_Promove_Debate_sobre_Terceiro_Setor_no_Brasil
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