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Oito municípios assinam carta de intenções para implantar o Primeiríssima Infância O Programa Primeiríssima Infância, desenvolvido pela FMCSV desde 2009, está passando por um processo de ampliação. No dia 18 de abril, durante reunião da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ), os oito municípios participantes assinaram uma carta de intenções para a adoção do programa Primeiríssima Infância. Itupeva, o nono município da AUJ, já faz parte do projeto desde seu início.
“Itupeva vai servir de exemplo para a região”, conta o Prefeito de Itupeva, Ocimar Polli. “A gente se sente honrado, mas é de suma importância que a inciativa privada esteja se colocando à disposição dos municípios e dando exemplo aos municípios de investir na criança, na primeiríssima idade. Eu acho que assim nós vamos ter um futuro melhor”, completa, referindo-se à atuação da FMCSV.
A extensão do programa se tornou possível devido a uma parceria entre a FMCSV, os municípios e a Secretaria Estadual da Saúde. Durante o encontro com os representantes dos municípios, Ely Harasawa, gerente de Programas da FMCSV, agradeceu o esforço e a vontade política dos órgãos envolvidos em adotar ações voltadas aos cuidados com a Primeira Infância. “A Fundação se sente muito honrada em poder contribuir nessa iniciativa. Estaremos à disposição para que a gente possa construir essa parceria em cada um dos municípios e esperamos que daqui a alguns anos os indicadores estejam evoluídos, não pela importância dos indicadores, mas sim pela qualidade de vida das crianças”, diz Ely.
Por meio do programa Primeiríssima Infância, a FMCSV promove capacitações de profissionais de diversas áreas que lidam com gestantes e crianças, propondo práticas que humanizam o atendimento e estimulam o desenvolvimento infantil.
“É essencial ter uma capacitação permanente. A formação dos profissionais da área de educação, de saúde, essa visão mais ampla da criança, a humanização do serviço, a responsabilidade de cada um é que permite que você tenha um bom sistema educacional, que você possa atender efetivamente bem a criança, os pais”, conta Miguel Haddad, prefeito de Jundiaí.
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FMCSV utiliza técnica desenvolvida por ONG norte-americana para “traduzir” conhecimento científico A FMCSV recebeu nesta quarta-feira, dia 25 de abril, Julia Sauma, antropóloga que participa de um projeto de tradução do conhecimento científico, desenvolvido segundo método do Instituto Frameworks, em parceria com a Fundação, para ajudar na disseminação conhecimentos sobre primeira infância.
O objetivo do trabalho é identificar quais os conceitos que as pessoas, em geral, têm sobre o Desenvolvimento da Primeira Infância e comparar os resultados desse mapeamento com o conhecimento que médicos, psicólogos e cientistas consideram essencial.
A partir desse estudo, é possível desenvolver mensagens-chaves para fazer com que informações científicas importantes sejam transmitidas com mais eficácia e possam ser mais bem compreendidas pela população. É o caso, por exemplo, do aleitamento materno. Apesar de os benefícios serem cientificamente comprovados e de haver divulgação, a prática ainda encontra resistência em muitas mães.
Julia explica que essa dificuldade de aceitação pode ocorrer devido ao complexo processo de introdução informações novas em nosso cérebro. “Ele não é como um espaço vazio, pronto para receber e armazenar informações, é algo mais parecido com um pântano cheio de modelos culturais”, afirma. Ao se compreender melhor esses modelos culturais usados pelo cérebro para tratar a informação, é possível criar uma forma de comunicação que se utilize dos valores e padrões culturais presentes para elaborar uma mensagem de mais fácil absorção por parte do público.
Um exemplo desse processo foi desenvolvido nos Estados Unidos, por meio da parceria entre o Center on the Developing Child (CDC) da Universidade de Harvard e o instituto Frameworks. Ao realizar a pesquisa, a equipe se deu conta de que os especialistas na área científica estavam tentando conscientizar o público sobre os efeitos negativos de um nível elevado de stress nas crianças. No entanto, a maior parte da população americana considera stress um conceito positivo e, quando confrontados com essa mensagem dos cientistas, era comum que eles não entendessem como o stress poderia fazer mal à criança - afinal ela precisa dele para se desenvolver.
A análise desse panorama levou à criação do termo stress tóxico, que alerta para o fato de que nem todo o stress é benéfico. No Brasil, porém, a mesma metáfora não seria adequada, pois o stress aqui já é considerado negativo, no entanto, não temos o costume de associá-lo à criança.
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18/05
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O desafio de formar líderes desde o berço
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Publicado no jornal Brasil Econômico, em 16 de maio de 2012.
Por Regiane de Oliveira
Brasil começa a dar mais atenção à educação na primeira infância.
O governo federal começou nesta semana uma nova cruzada visando melhorar as ações públicas para a primeira infância, com o lançamento do programa Brasil Carinhoso, que visa garantir renda mínima mensal de R$ 70 por pessoa a famílias pobres e saúde e educação para crianças de 0 a 6 seis anos.
O programa tem como base evidências científicas de que os investimentos na primeira infância ajudam a criança a desenvolver as habilidades cognitivas necessárias para competir no futuro. São teorias como a do americano James Heckman, prêmio Nobel em Economia em 2000, que afirma que as políticas de primeira infância têm retorno mais claro e ajuda a tornar os demais esforços mais efetivos. Heckman defende esta tese há pelo menos dez anos.
"O Brasil está resgatando uma linha de inovação que é utilizada na Inglaterra há quatro anos", afirma o médico Saul Cypel, consultor da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV), que atua no desenvolvimento infantil.
Por isso, o investimento vem bem em tempo. Apesar do foco do governo nas crianças pobres, Cypel garante que ser pai e mãe é algo que muitas pessoas da elite também não sabem o que significa. "O acesso à informação é tão importante quanto os recursos."
A fundação atua com projetos de intervenção social com a finalidade de estimular profissionais a incorporarem práticas que levem à promoção do desenvolvimento da primeira infância.
Dentre os projetos, estão um curso de especialização em Desenvolvimento Infantil, realizado em conjunto com a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, uma parceria com o Canal Futura para a realização de programas voltados para educadores e mesmo a tradução de publicações.
"A iniciativa do governo é corajosa. Construir creche é positivo, mas só isso não resolve o problema", alerta Eduardo Queiroz, diretor presidente da FMCSV. "Os dados do governo mostram um déficit de 20 mil creches, que não vai ser sanado rapidamente", diz. Até mesmo porque o governo leva em média 3 anos para conseguir construir uma creche.
Queiroz defende que trabalhos que mobilizem a sociedade são fundamentais para que os esforços do governo tenham aderência, bem como a transparência das informações. "No orçamento federal não é possível saber quanto se investe em primeira infância, porque só temos os dados de educação. Falta saber quanto é aplicado em saúde e assistência social", diz.
Segundo dados do Contas Abertas, em 2009 o governo investiu R$ 9,6 bilhões na educação infantil, ou 5,7% do total aplicado em educação no país.
O valor é pequeno perto da demanda. Para atender às metas do Plano Nacional da Educação, que tramita no Congresso, o Ministério da Educação calcula um valor de R$ 2.252,00 por aluno, enquanto a Campanha Nacional pelo Direito à Educação prevê que são necessários investimentos de R$ 6.450,70 por criança ao ano.
"O Brasil fez investimentos às avessas. Primeiro no superior, médio, fundamental, para chegar à primeira infância. Em outros países, como a Coreia do Sul foi o contrário", compara Saul Cypel.
O Programa Primeiríssima Infância, desenvolvido pela FMCSV desde 2009, está passando por um processo de ampliação. No dia 18 de abril, durante reunião da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ), os oito municípios participantes assinaram uma carta de intenções para a adoção do programa Primeiríssima Infância. Itupeva, o nono município da AUJ, já faz parte do projeto desde seu início.
http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/o-desafio-de-formar-lideres-desde-o-berco_116879.html
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14/05
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Aprenda exercícios básicos para estimular a inteligência do bebê
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Publicado no Portal IG - Delas, em 14 de maio de 2012.
Linguagem, tato, visão e raciocínio lógico: veja formas fáceis de estimular o desenvolvimento do seu filho
Danielle Nordi
A maior parte do potencial intelectual e social de um adulto é resultado de estímulos dados nos primeiros 18 meses de vida do bebê. Confira alguns exercícios que você pode fazer para estimular seu filho:
Linguagem
Converse com o seu bebê e estimule-o a adquirir vocabulário desde o nascimento. Mostre objetos a ele e diga, duas ou três vezes, o nome daquilo que está mostrando. Escolha objetos de interesse pessoal ou partes do corpo dele.
Tato
Invista em massagens para bebês e ofereça diferentes estímulos de textura, temperatura, pressão e vibração. Para os maiores, brincar de “adivinha” com os olhos vendados é uma opção.
Olfato e paladar
Deixe que seu bebê cheire diferentes objetos perfumados e alimentos, como frutas, e diga o nome daquilo que ele está cheirando.
Visão
Nos primeiros três meses de idade do bebê invista em mostrar, a uma distância entre 25 e 50 centímetros, figuras e objetos com cores fortes e vibrantes e formas geométricas variadas. A partir desta idade, procure apresentar as mais variadas opções de tonalidades de cores.
Audição
Além da música, ofereça estímulos diversos de sons que o seu bebê não esteja habituado a ouvir – como, por exemplo, os sons da natureza.
Emoções
Faça diversas feições, olhando para o seu bebê, acompanhadas de sons, e se possível, descreva o nome do sentimento relacionado. Por exemplo: sorria e diga “felicidade”. Faça o mesmo com outros tipos de sentimentos e emoções, como tristeza, alegria, frio, calor ou sono.
Raciocínio lógico
Dê ao seu bebê dois objetos iguais com diferenças de temperatura, fazendo-o segurar cada um deles em uma das mãos ao mesmo tempo. Por exemplo, uma banana em temperatura ambiente e outra gelada, recém retirada do refrigerador. Ele naturalmente irá começar a estabelecer semelhanças e diferenças entre objetos aparentemente iguais. Invista também em atividades com blocos de empilhar e encaixar.
* Exercícios sugeridos pela especialista em estimulação pré-natal e infantil Paula S. Oliquevitch do Instituto de Pesquisas Little Genius, que ministra aulas e cursos de capacitação para pais.
http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-14/exercicios-para-um-bebe-inteligente.html
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11/05
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Estimule o seu bebê: Ajude-o a crescer!
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Publicado no Site Bebê Atual, em 11 de maio de 2012.
Vários estudos, ao longo dos anos, demonstram que a capacidade que os bebês têm de aprender é muito maior do que aquilo que se pensava e que, com os estímulos adequados a cada fase, poderemos contribuir para um melhor desenvolvimento do bebê. Estes estudos também demonstraram que os bebês precisam de estímulos para se desenvolverem a todos os níveis: intelectual, motor e social. Ao estimular o seu bebê, além de o ajudar nestes três níveis, está a estabelecer laços afetivos que serão a base emocional que apoiará todo o seu desenvolvimento e o acompanhará toda a sua vida.
O bebê, dias após o seu nascimento, já consegue distinguir a voz humana de outros sons, reconhecer rostos, vozes e até o cheiro dos pais.
O bebê nasce munido de uma série de reflexos, involuntários e não intencionais, que vão desaparecendo ao longo do tempo, sendo substituídos por movimentos voluntários, intencionais e adquiridos, de uma forma consciente, através da aprendizagem. Estes reflexos, com a sua repetição, vão sendo aperfeiçoados ao longo do tempo, tendo o bebê cada vez mais controlo sobre eles.
É importante saber que nos primeiros seis anos de vida de uma criança, o cérebro sofre a maior parte das suas transformações. O bebê nasce com um maior número de neurónios que o que terá numa fase adulta. Os neurónios mais desenvolvidos serão os que ficam no cérebro durante toda a vida enquanto aqueles que não são desenvolvidos ou fracamente desenvolvidos são eliminados. É neste período, que o bebê ou a criança está mais capaz de adquirir aptidões.
Note que até aos 2 anos de idade, será importante estimular a fase senso motora, não sendo adequado, por exemplo, ensinar-lhe letras ou números.
Devemos ter em conta que o estímulo é necessário para o desenvolvimento saudável do bebê mas este deve ser adequado a cada idade e não deve ser forçado. Lembre-se que o afeto que transmite quando estimula o seu bebê, leva a que ele responda melhor a esses mesmos estímulos, e de forma carinhosa e inteligente.
Dicas úteis para os pais aplicarem ao seu bebê, nos dois primeiros meses de vida:
- Converse ou cante para o seu bebê;
- Preste atenção aos sons que o seu bebê faz e olhe-o enquanto ele palra;
- Responda sempre ao seu bebê. Não o ignore;
- Entusiasme-se e incentive todos os esforços que o seu bebê faz para falar;
- Não o force a falar;
- Fale com ele como deve ser, pronunciando as palavras corretamente;
http://bebeatual.com/bebes-estimulo-crescimento_70
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08/05
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Você sabe o que é puericultura?
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Publicado no Site da Revista Pais e Filhos, no dia 04 de maio de 2012.
Pois é isso mesmo. Numa noite dessas lembrei-me desta palavra. Como não tenho ouvido muito falar dela, fiquei com dúvidas se os pais saberiam do que se trata.
Puericultura vem do latim pueris, criança. E quer dizer “cuidar da criança”. Trata-se de uma área da Pediatria extremamente nobre que preocupa-se com os cuidados integrais da criança, com o objetivo de promover o seu desenvolvimento sadio de modo abrangente: físico, intelectual e psico-social. Não se restringe à nutrição ou outras atenções isoladas, mas sim integradas, havendo um caráter maior de prevenção e de promoção da saúde.
Lembro-me de minha formação pediátrica inicial em que em nosso ambulatório havia uma pequena cozinha onde nos era ensinado desde a escolha dos alimentos até como cozinhá-los. Depois de algumas semanas nos tornávamos “maitres” em comidas para crianças nas várias faixas etárias. E os nossos professores, quem eram? Os próprios pediatras mais experientes.
Fiquei também pensando se a Puericultura vem sendo praticada pelos profissionais e se tem sido do interesse das famílias. Aprender a fazer uma papinha para seu bebê, ou como aquecer a mamadeira, os cuidados higiênicos com seus utensílios, o uso das rotinas que facilitarão a adaptação da criança e tantos outros detalhes do que acontece no dia a dia são novidades para os pais e alguém precisa orientá-los. Embora pareçam atividades simples, continuam necessárias e é preciso aprender. Ao realizá-las, isto trará um conforto e uma gratificação aos pais.
Felizmente vejo um incentivo dos pediatras na direção de resgatarem estes cuidados. A Puericultura certamente voltará a ocupar um lugar de destaque nas consultas e orientações e nesse sentido começa a ser cada vez mais enfatizada. Prevenir será um importante objetivo; quanto menos recursos for gasto para tratar de doenças, mais restará para investimento em benefícios sociais.
Dr. Saul é professor livre-docente de neurologia infantil, consultor do programa de desenvolvimento infantil da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI) e neuropediatra.
http://revistapaisefilhos.com.br/saude/com-a-palavra-o-especialista/puericultura
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04/05
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Como a educação infantil influencia na vida adulta do seu filho
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Publicado no Site Bebê.com em 3 de maio de 2012
Marcio Orsolini
Ele pode não se lembrar, mas o impacto positivo das brincadeiras, da contação de história e de outros estímulos na infância persistirão por até 30 anos, refletindo em maior facilidade para construir uma carreira
A, B, C... Independentemente da classe social, as famílias querem sempre deixar uma herança comum aos filhos: uma boa educação. É claro que o tema instiga a discussão sobre escolas caras, cursos de artes, música, línguas, entre outros. Mas o foco do assunto é outro.
Um estudo da Universidade da Carolina do Norte utilizou as mesmas letras que distinguem as classes sociais para mostrar que uma formação educacional de qualidade independe da renda. Em 1972, o chamado projeto Abecedário recrutou 111 crianças de famílias americanas de baixa renda, a partir dos 4 meses de idade. O grupo foi acompanhado periodicamente, ao longo de 30 anos, com o objetivo de entender como a educação infantil refletiria na vida adulta em comparação com um grupo de controle.
Os principais resultados: os anos de escolaridade do time avaliado somaram, em média, 13.46 anos, enquanto o grupo de controle contabilizou 12.31 anos. Aos 30 anos, os participantes da pesquisa tinham 4,6 vezes mais probabilidades de obter diplomas universitários e 2 vezes mais chances de conseguir um emprego, embora não tenham sido mensurados os impactos socioeconômicos de uma graduação superior. A partir dessas constatações, os cientistas foram buscar justificativas e as encontraram nos estímulos que esses indivíduos receberam na educação infantil. Isso se traduz na participação dos pais em brincadeiras simples, leitura de livros e outras atividades que desafiavam a capacidade cognitiva dos filhos quando pequenos. Leia mais sobre o papel dos pais no aprendizado infantil.
A formação das principais características da personalidade da criança acontece nos três primeiros anos de vida. “É quando ela começa a aprender sobre o mundo”, diz Elizabeth Pungello, co-autora do estudo. “Nessa fase, o desenvolvimento do cérebro está em pleno vapor. É uma boa oportunidade para os adultos o estimularem de maneira lúdica, divertida, ou seja, contarem histórias adequadas à idade, levarem as crianças ao mercado, dando explicações sobre os itens que compram”, exemplifica. Saiba outras informações sobre estímulos e desenvolvimento.
De acordo com a cientista, essa bagagem permitirá que a criança identifique, quando crescer, as melhores oportunidades para ela. Nos primeiros anos de vida, destaca-se o desenvolvimento da autorregulação de competências. Em outras palavras, o pequeno aprende a focar a atenção em questões importantes, adquire comportamentos de controle e habilidades de comunicação.
Vale ressaltar que, nos casos estudados, as crianças frequentavam escolas que as reuniam em pequenos grupos. “É melhor procurar instituições de ensino em que os professores sejam responsáveis por um número menor de alunos”, aconselha a pedagoga Rosa Coelho, que trabalhou durante 30 nas redes públicas de São Paulo, com características semelhantes às da pesquisa americana. “Turmas muito grandes não permitem que os professores dediquem a devida atenção aos pequenos, desenvolvendo atividades criativas.”, justifica.
Em casa, os pais também podem contribuir para o desenvolvimento, com alguns recursos simples . “Estimule seu filho com brincadeiras instrutivas, converse com ele”, diz Rosa. Por fim, “nunca empregue aquele linguajar infantilizado para se igualar ao bebê. Fale com ele corretamente, para que ele se habitue à pronúncia da língua.”
http://bebe.abril.com.br/materia/como-a-educacao-infantil-influencia-na-vida-adulta-do-seu-filho
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