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Destaque da Imprensa
Governo fecha ano sem concluir nenhuma creche
Conteúdo da Página Publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 30/01/2012
Promessa de entregar 6.427 unidades até 2014 está atrasada; de R$ 2,3 bi empenhados, ProInfância só pagou até agora R$ 383 milhões
ALANA RIZZO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Para cumprir uma promessa de campanha feita pela presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Educação terá que inaugurar pelo menos 178 creches por mês, ou cinco por dia, até o fim de 2014. Na disputa presidencial de 2010, Dilma afirmou que iria construir 6.427 creches até o fim de seu mandato, mas a promessa está longe de se concretizar.
O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo ProInfância - que cuida da construção dessas creches - pagou até agora R$ 383 milhões dos R$ 2,3 bilhões empenhados. No primeiro ano de governo, a execução do ProInfância ficou em 16%. Nenhuma obra foi concluída.
Principal aposta do PT nas eleições de 2012, o ex-ministro da Educação Fernando Haddad deixou o ministério para se candidatar à Prefeitura de São Paulo sem entregar nenhuma das creches prometidas pela presidente. Nas últimas campanhas em São Paulo, as creches têm sido destaque. Seu sucessor, Aloizio Mercadante, tomou posse na última terça-feira prometendo atender à promessa de Dilma. "Vamos cumprir a meta de criar mais de 6 mil creches e dar às crianças brasileiras em fase pré-escolar acolhimento afetivo, nutrição adequada e material didático que as preparem para a alfabetização", disse o ministro.
Na campanha, Dilma chegou a fixar a meta de construir 1,5 mil unidades de ensino por ano. Reforçou a promessa no programa de rádio da Presidência: "A creche é também muito importante para as mães, para que possam sair para trabalhar tranquilas, sabendo que seus filhos estão recebendo atenção e cuidados," disse na última segunda-feira.
Déficit. O déficit do País hoje é de 19,7 mil creches. Para se alcançar uma das metas do Plano Nacional de Educação é preciso triplicar o número de matrículas nessas unidades. O plano propõe aumentar a oferta de educação infantil para que 50% da população até três anos esteja em creches até 2020. Atualmente, esse índice está em 16,6%.
Norte e Nordeste têm os menores porcentuais de matrículas nessa faixa etária, segundo o Movimento Todos pela Educação. A pior situação é a do Amapá, que tem menos de 4% das crianças matriculadas. Em São Paulo, a taxa de matrículas é de 26,7%.
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14/05
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Aprenda exercícios básicos para estimular a inteligência do bebê
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Publicado no Portal IG - Delas, em 14 de maio de 2012.
Linguagem, tato, visão e raciocínio lógico: veja formas fáceis de estimular o desenvolvimento do seu filho
Danielle Nordi
A maior parte do potencial intelectual e social de um adulto é resultado de estímulos dados nos primeiros 18 meses de vida do bebê. Confira alguns exercícios que você pode fazer para estimular seu filho:
Linguagem
Converse com o seu bebê e estimule-o a adquirir vocabulário desde o nascimento. Mostre objetos a ele e diga, duas ou três vezes, o nome daquilo que está mostrando. Escolha objetos de interesse pessoal ou partes do corpo dele.
Tato
Invista em massagens para bebês e ofereça diferentes estímulos de textura, temperatura, pressão e vibração. Para os maiores, brincar de “adivinha” com os olhos vendados é uma opção.
Olfato e paladar
Deixe que seu bebê cheire diferentes objetos perfumados e alimentos, como frutas, e diga o nome daquilo que ele está cheirando.
Visão
Nos primeiros três meses de idade do bebê invista em mostrar, a uma distância entre 25 e 50 centímetros, figuras e objetos com cores fortes e vibrantes e formas geométricas variadas. A partir desta idade, procure apresentar as mais variadas opções de tonalidades de cores.
Audição
Além da música, ofereça estímulos diversos de sons que o seu bebê não esteja habituado a ouvir – como, por exemplo, os sons da natureza.
Emoções
Faça diversas feições, olhando para o seu bebê, acompanhadas de sons, e se possível, descreva o nome do sentimento relacionado. Por exemplo: sorria e diga “felicidade”. Faça o mesmo com outros tipos de sentimentos e emoções, como tristeza, alegria, frio, calor ou sono.
Raciocínio lógico
Dê ao seu bebê dois objetos iguais com diferenças de temperatura, fazendo-o segurar cada um deles em uma das mãos ao mesmo tempo. Por exemplo, uma banana em temperatura ambiente e outra gelada, recém retirada do refrigerador. Ele naturalmente irá começar a estabelecer semelhanças e diferenças entre objetos aparentemente iguais. Invista também em atividades com blocos de empilhar e encaixar.
* Exercícios sugeridos pela especialista em estimulação pré-natal e infantil Paula S. Oliquevitch do Instituto de Pesquisas Little Genius, que ministra aulas e cursos de capacitação para pais.
http://delas.ig.com.br/filhos/2012-05-14/exercicios-para-um-bebe-inteligente.html
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11/05
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Estimule o seu bebê: Ajude-o a crescer!
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Publicado no Site Bebê Atual, em 11 de maio de 2012.
Vários estudos, ao longo dos anos, demonstram que a capacidade que os bebês têm de aprender é muito maior do que aquilo que se pensava e que, com os estímulos adequados a cada fase, poderemos contribuir para um melhor desenvolvimento do bebê. Estes estudos também demonstraram que os bebês precisam de estímulos para se desenvolverem a todos os níveis: intelectual, motor e social. Ao estimular o seu bebê, além de o ajudar nestes três níveis, está a estabelecer laços afetivos que serão a base emocional que apoiará todo o seu desenvolvimento e o acompanhará toda a sua vida.
O bebê, dias após o seu nascimento, já consegue distinguir a voz humana de outros sons, reconhecer rostos, vozes e até o cheiro dos pais.
O bebê nasce munido de uma série de reflexos, involuntários e não intencionais, que vão desaparecendo ao longo do tempo, sendo substituídos por movimentos voluntários, intencionais e adquiridos, de uma forma consciente, através da aprendizagem. Estes reflexos, com a sua repetição, vão sendo aperfeiçoados ao longo do tempo, tendo o bebê cada vez mais controlo sobre eles.
É importante saber que nos primeiros seis anos de vida de uma criança, o cérebro sofre a maior parte das suas transformações. O bebê nasce com um maior número de neurónios que o que terá numa fase adulta. Os neurónios mais desenvolvidos serão os que ficam no cérebro durante toda a vida enquanto aqueles que não são desenvolvidos ou fracamente desenvolvidos são eliminados. É neste período, que o bebê ou a criança está mais capaz de adquirir aptidões.
Note que até aos 2 anos de idade, será importante estimular a fase senso motora, não sendo adequado, por exemplo, ensinar-lhe letras ou números.
Devemos ter em conta que o estímulo é necessário para o desenvolvimento saudável do bebê mas este deve ser adequado a cada idade e não deve ser forçado. Lembre-se que o afeto que transmite quando estimula o seu bebê, leva a que ele responda melhor a esses mesmos estímulos, e de forma carinhosa e inteligente.
Dicas úteis para os pais aplicarem ao seu bebê, nos dois primeiros meses de vida:
- Converse ou cante para o seu bebê;
- Preste atenção aos sons que o seu bebê faz e olhe-o enquanto ele palra;
- Responda sempre ao seu bebê. Não o ignore;
- Entusiasme-se e incentive todos os esforços que o seu bebê faz para falar;
- Não o force a falar;
- Fale com ele como deve ser, pronunciando as palavras corretamente;
http://bebeatual.com/bebes-estimulo-crescimento_70
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08/05
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Você sabe o que é puericultura?
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Publicado no Site da Revista Pais e Filhos, no dia 04 de maio de 2012.
Pois é isso mesmo. Numa noite dessas lembrei-me desta palavra. Como não tenho ouvido muito falar dela, fiquei com dúvidas se os pais saberiam do que se trata.
Puericultura vem do latim pueris, criança. E quer dizer “cuidar da criança”. Trata-se de uma área da Pediatria extremamente nobre que preocupa-se com os cuidados integrais da criança, com o objetivo de promover o seu desenvolvimento sadio de modo abrangente: físico, intelectual e psico-social. Não se restringe à nutrição ou outras atenções isoladas, mas sim integradas, havendo um caráter maior de prevenção e de promoção da saúde.
Lembro-me de minha formação pediátrica inicial em que em nosso ambulatório havia uma pequena cozinha onde nos era ensinado desde a escolha dos alimentos até como cozinhá-los. Depois de algumas semanas nos tornávamos “maitres” em comidas para crianças nas várias faixas etárias. E os nossos professores, quem eram? Os próprios pediatras mais experientes.
Fiquei também pensando se a Puericultura vem sendo praticada pelos profissionais e se tem sido do interesse das famílias. Aprender a fazer uma papinha para seu bebê, ou como aquecer a mamadeira, os cuidados higiênicos com seus utensílios, o uso das rotinas que facilitarão a adaptação da criança e tantos outros detalhes do que acontece no dia a dia são novidades para os pais e alguém precisa orientá-los. Embora pareçam atividades simples, continuam necessárias e é preciso aprender. Ao realizá-las, isto trará um conforto e uma gratificação aos pais.
Felizmente vejo um incentivo dos pediatras na direção de resgatarem estes cuidados. A Puericultura certamente voltará a ocupar um lugar de destaque nas consultas e orientações e nesse sentido começa a ser cada vez mais enfatizada. Prevenir será um importante objetivo; quanto menos recursos for gasto para tratar de doenças, mais restará para investimento em benefícios sociais.
Dr. Saul é professor livre-docente de neurologia infantil, consultor do programa de desenvolvimento infantil da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI) e neuropediatra.
http://revistapaisefilhos.com.br/saude/com-a-palavra-o-especialista/puericultura
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04/05
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Como a educação infantil influencia na vida adulta do seu filho
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Publicado no Site Bebê.com em 3 de maio de 2012
Marcio Orsolini
Ele pode não se lembrar, mas o impacto positivo das brincadeiras, da contação de história e de outros estímulos na infância persistirão por até 30 anos, refletindo em maior facilidade para construir uma carreira
A, B, C... Independentemente da classe social, as famílias querem sempre deixar uma herança comum aos filhos: uma boa educação. É claro que o tema instiga a discussão sobre escolas caras, cursos de artes, música, línguas, entre outros. Mas o foco do assunto é outro.
Um estudo da Universidade da Carolina do Norte utilizou as mesmas letras que distinguem as classes sociais para mostrar que uma formação educacional de qualidade independe da renda. Em 1972, o chamado projeto Abecedário recrutou 111 crianças de famílias americanas de baixa renda, a partir dos 4 meses de idade. O grupo foi acompanhado periodicamente, ao longo de 30 anos, com o objetivo de entender como a educação infantil refletiria na vida adulta em comparação com um grupo de controle.
Os principais resultados: os anos de escolaridade do time avaliado somaram, em média, 13.46 anos, enquanto o grupo de controle contabilizou 12.31 anos. Aos 30 anos, os participantes da pesquisa tinham 4,6 vezes mais probabilidades de obter diplomas universitários e 2 vezes mais chances de conseguir um emprego, embora não tenham sido mensurados os impactos socioeconômicos de uma graduação superior. A partir dessas constatações, os cientistas foram buscar justificativas e as encontraram nos estímulos que esses indivíduos receberam na educação infantil. Isso se traduz na participação dos pais em brincadeiras simples, leitura de livros e outras atividades que desafiavam a capacidade cognitiva dos filhos quando pequenos. Leia mais sobre o papel dos pais no aprendizado infantil.
A formação das principais características da personalidade da criança acontece nos três primeiros anos de vida. “É quando ela começa a aprender sobre o mundo”, diz Elizabeth Pungello, co-autora do estudo. “Nessa fase, o desenvolvimento do cérebro está em pleno vapor. É uma boa oportunidade para os adultos o estimularem de maneira lúdica, divertida, ou seja, contarem histórias adequadas à idade, levarem as crianças ao mercado, dando explicações sobre os itens que compram”, exemplifica. Saiba outras informações sobre estímulos e desenvolvimento.
De acordo com a cientista, essa bagagem permitirá que a criança identifique, quando crescer, as melhores oportunidades para ela. Nos primeiros anos de vida, destaca-se o desenvolvimento da autorregulação de competências. Em outras palavras, o pequeno aprende a focar a atenção em questões importantes, adquire comportamentos de controle e habilidades de comunicação.
Vale ressaltar que, nos casos estudados, as crianças frequentavam escolas que as reuniam em pequenos grupos. “É melhor procurar instituições de ensino em que os professores sejam responsáveis por um número menor de alunos”, aconselha a pedagoga Rosa Coelho, que trabalhou durante 30 nas redes públicas de São Paulo, com características semelhantes às da pesquisa americana. “Turmas muito grandes não permitem que os professores dediquem a devida atenção aos pequenos, desenvolvendo atividades criativas.”, justifica.
Em casa, os pais também podem contribuir para o desenvolvimento, com alguns recursos simples . “Estimule seu filho com brincadeiras instrutivas, converse com ele”, diz Rosa. Por fim, “nunca empregue aquele linguajar infantilizado para se igualar ao bebê. Fale com ele corretamente, para que ele se habitue à pronúncia da língua.”
http://bebe.abril.com.br/materia/como-a-educacao-infantil-influencia-na-vida-adulta-do-seu-filho
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28/03
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Bebês fazem leitura labial durante o processo de aprendizado da fala
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Publicado no Site Revista Crescer, em 27/3/2012.
Estudo aponta importância da interação entre pais e filhos para o desenvolvimento da linguagem
Angélica Oliveira
As primeiras palavras do bebê podem não ser totalmente articuladas, mas são capazes de fazer qualquer pai e mãe chorar. E não é à toa, a fala é um complexo processo e envolve uma importante interação entre você e seu filho.
Um estudo realizado no Florida Atlantic University, nos Estados Unidos, por exemplo, acaba de revelar que para aprender a falar, a criança faz (imagine!) a leitura labial dos seus interlocutores. Isso significa, que seu filho não só escuta, como também presta muita atenção nos movimentos dos seus lábios quando você conversa com ele - algo que talvez você já tenha percebido.
Segundo a pesquisa, esse processo se inicia aos 6 meses de idade, quando a atenção do bebê deixa de estar voltada para os olhos e passa a ser dirigida à boca dos pais. Os cientistas chegaram a essa conclusão com a análise de 180 crianças expostas a gravações de vídeos, nos quais uma mulher dizia frases tanto na língua materna das crianças (no caso, o inglês), como em um idioma estrangeiro (no caso, o espanhol).
Nas falas em inglês, as reações dos bebes revelaram que aos 4 meses de idade, a atenção das crianças é focada nos olhos, aos 6, ela é dividida entre a boca e o olhar, já dos 8 aos 10 meses, a boca se torna o principal foco. Aos 12, a atenção volta novamente aos olhos.
Mas nas gravações em espanhol, todos os bebês se concentraram na boca durante a exibição das imagens. O que isso significa? Para os pesquisadores, esse resultado demonstra que as crianças precisam de informações extras quando ainda não reconhecem o significado dos sons, por isso, a importância da leitura labial no desenvolvimento da linguagem.
"Ao ler os lábios, as crianças fazem um resgate na memória dos sons que já ouviram e que têm sentido para ela", explica a a fonoaudióloga Adriana Souza Martins.
Mais um motivo, destaca a especialista, para você buscar a interação com o bebê a fim de incentivar o aprendizado da linguagem, de forma que ele entenda que ao falar, pode satisfazer desejos e outras necessidades. "Ler ou contar histórias, cantar, brincar e conversar são ótimos meios de interação", sugere Adriana. "Durante essas atividades, mostre os objetos, as cores, pessoas e seus respectivos nomes." Assim, com o estímulo dos pais, logo ele vai perceber que, além de apontar os objetos, há maneiras mais fáceis de conseguir o que quer!
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI290230-15152,00.html
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Publicado na Revista Época, em 26 de março de 2010
Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola. Pesquisas na área de neurociência e comportamento mostram como a exposição a fatores estressantes compromete o desenvolvimento das crianças e o que fazer para evitar danos futuros
Rachel CostaNatação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “miniexecutivo”, com compromissos que se estendem ao longo do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos superpreparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse. “É uma troca que não vale a pena”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância. “Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada.” Como uma bomba-relógio prestes a explodir, o estresse infantil tem ganhado status de problema de saúde pública. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Academia Americana de Pediatria publicou, em dezembro, novas diretrizes para ajudar os médicos a identificar e tratar esse mal. O risco dessa exposição, alertam os cientistas, são danos que vão bem além da infância, como a propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão. Dos poucos estudos brasileiros sobre estresse infantil, se destaca um levantamento realizado pela pesquisadora Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR). A pesquisa, feita com 220 crianças entre 7 e 12 anos nas cidades de Porto Alegre e São Paulo, revelou que oito a cada dez casos em que os pais buscam ajuda profissional para seus filhos por causa de alterações de comportamento têm sua origem no estresse. “O estresse é uma reação natural do nosso corpo, o problema é esse estímulo atingir níveis muitos altos ou se prolongar por longos períodos”, diz Ana Maria.Para ajudar pais e profissionais de saúde a identificar quando há risco, cientistas do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, propuseram uma divisão: o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco tempo; o tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança recebe ajuda; e o tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com a situação. “A origem pode estar em episódios corriqueiros que gerem frustração ou aflição frequentemente, como brigas na escola ou com familiares, ou em situações únicas, mas com impacto muito grande, como a morte inesperada de alguém próximo, abuso sexual ou acidente”, esclarece Christian Kristensen, coordenador do programa de pós-graduação em psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Quando exposto a quantidades muito grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. “Essa região é responsável pelo controle das funções cognitivas, como a capacidade de moderar a impulsividade e a tomada de decisões”, explica o neurocientista Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.Mas o que tem tirado as crianças do eixo tão prematuramente? No estudo realizado pelo Isma-BR, em primeiro lugar aparecem a crítica e a desaprovação dos pais, seguidas pelo excesso de atividades, o bullying e os conflitos familiares. Esse último fator mereceu atenção especial em uma pesquisa realizada na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. E o resultado comprovou uma suspeita antiga. “Em nosso estudo demonstramos que o ambiente estressante está associado à ocorrência mais frequente de doenças nas crianças”, disse à ISTOÉ a pediatra Mary Caserta, coordenadora do trabalho, que envolveu 169 crianças entre 5 e 10 anos. Muitas vezes, os pais nem desconfiam que a enfermidade do filho pode ter raízes no estresse. “Passa tão batido que às vezes a criança é medicada de modo errado”, diz Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora da PUC-Campinas. Encontrar reações físicas intensas, mas sem nenhuma doença de fundo não é mais novidade para os médicos. “Cefaleias e dores abdominais causadas por estresse são as queixas mais comuns”, diz Ricardo Halpern, presidente do departamento de comportamento e desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria. Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção dos pais. São os “reizinhos mandões”, como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. “Esses meninos e meninas têm muita voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço”, diz a especialista. Não deixar a criança aprender a contornar situações difíceis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a resiliência – a capacidade de a pessoa se adaptar e sair de situações adversas. “Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse”, diz a psicanalista infantil Ana Olmos. Com a evolução científica, o que se tem constatado é que não só no comportamento as reações ao estresse são distintas. Estudando um grupo de 210 crianças de 2 anos, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, notaram que comportamentos diferentes estão associados a níveis distintos de cortisol no sangue. Os pequenos voluntários foram divididos em dois grupos: as “pombas” (crianças cautelosas e dóceis) ou os “falcões” (atrevidas e assertivas). Enquanto as “pombas” apresentavam uma elevação abrupta na quantidade de cortisol circulando na corrente sanguínea quando expostas a situações estressantes, nos “falcões” a concentração desse hormônio permanecia praticamente inalterada. E isso trazia consequências diversas para os dois grupos: “pombas” demonstraram mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já os “falcões” estavam mais suscetíveis a comportamentos de risco, hiperatividade e déficit de atenção. “É importante reconhecer essas diferenças para intervir”, disse à ISTOÉ Melissa Sturge-Apple, coautora da pesquisa.“O estresse é um fator de risco importante para a grande maioria das doenças mentais”, diz Guilherme Polanczyk, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. “E seu efeito sobre o organismo é bem maior em sistemas menos maduros, como o das crianças.” Prova disso foram os dados apresentados por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A exposição à violência, ainda que moderada, foi capaz de gerar modificações no comportamento em 90% das 160 crianças entre 4 e 6 anos analisadas no estudo. As principais alterações eram pesadelos, voltar a fazer xixi na cama e a chupar o dedo. Em um terço dos pequenos voluntários, a consequência foi mais grave: ocorreram crises de asma, alergias e déficit de atenção ou hiperatividade. E 20% deles desenvolveram transtorno do estresse pós-traumático. “Quanto mais estresse na infância, maior a chance de se ter alterações físicas e psicológicas quando adulto”, disse à ISTOÉ Sandra Graham-Bermann, autora da pesquisa.Foi após dois eventos estressores que a menina R., 14 anos, desenvolveu o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Na mesma semana, em 2009, ela viu o som do carro da mãe ser roubado e o pai escapar, por pouco, da tragédia no voo 3054 da TAM (que se chocou contra um hangar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando todos a bordo). Depois dos sustos, começou a manifestar manias de repetição. “O ritual de repetição me deixa muito ansiosa e me abate muito”, diz a menina. “Para os pacientes de TOC, a própria doença é considerada estresse crônico”, avalia o psiquiatra Eduardo Aliende Perin, membro do Consórcio Brasileiro de Pesquisa em TOC.
Estresse e transtornos mentais também vêm juntos quando falta diagnóstico. Foi o que ocorreu com o psiquiatra Jorge Simeão, 38 anos. Sem saber o que tinha, ele sofreu durante toda a sua adolescência e juventude. Muitos o consideravam um rapaz distraído, que não se preocupava com os outros. Foi preciso se formar na faculdade como médico psiquiatra para Simeão finalmente descobrir que os traços de comportamento que o acompanhavam não eram uma falha de caráter, mas uma alteração no funcionamento do seu cérebro. Ele tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “O esforço que precisava fazer para me concentrar e a falta de compreensão de colegas me geraram uma tensão muito forte, a vida toda.” Histórias como a de Simeão são bem mais comuns do que se imagina. Pelos cálculos da Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças tem alguma desordem psiquiátrica e a grande maioria leva anos até receber o diagnóstico. A mais comum, de acordo com pesquisas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, é a ansiedade, presente em 8% dos meninos e meninas abaixo dos 18 anos. Em seguida, aparecem a depressão (7,8%), os distúrbios de conduta (5,6%) e o TDAH (5%).Ainda há poucas ações voltadas para a saúde mental infantil, mas algumas já demonstram bons resultados. Edmara de Lima, coordenadora pedagógica da Prima Escola Montessori, em São Paulo, orienta uma dessas. “Observamos as crianças sob três ângulos: primeiro analisamos o corpo, se ela enxerga e fala bem e se está com os hormônios em níveis adequados. Depois analisamos a inteligência, se está adequada à idade. Por último vemos as questões emocionais.” No Rio, o neurologista do comportamento Alexandre Ghelman ajusta os últimos detalhes para iniciar, no próximo semestre, um trabalho com alunos do terceiro ano do ensino médio para evitar a tensão, em especial a gerada pelo vestibular. “Vamos ensinar-lhes técnicas para que lidem melhor com as situações estressantes”, diz Ghelman. Entre as lições, os jovens vão aprender como identificar o que os tira do sério, quais são os sentimentos que os dominam nessa hora e como relaxar diante dos fatores estressores. A escola tem mesmo muito que contribuir. Foi graças ao alerta de uma professora que a editora gráfica Liliana Franco, 48 anos, levou o filho Rafael, então com sete anos, ao médico. “Ela me disse que ele estava lendo só a primeira linha dos enunciados das perguntas antes de responder às questões”, afirma Liliana. No psiquiatra, se descobriu que Rafael tem TDAH e ansiedade. Com o treino cognitivo-comportamental e o tratamento medicamentoso, porém, o garoto, hoje com 15 anos, conseguiu reverter vários sintomas e se prepara para prestar vestibular.Nem todos, porém, têm a sorte de receber um diagnóstico precoce. Daí advêm as complicações. “Podemos fazer um paralelo entre os transtornos mentais e a diabete. Em ambos, você não vai curar a pessoa, mas quanto mais cedo é a intervenção, maiores as chances de reduzir seus impactos”, avalia o psiquiatra Christian Kieling. “A lacuna entre quem tem algum transtorno mental e aqueles que recebem o atendimento especializado é muito grande”, avalia Dévora Kestel, assessora regional de Saúde Mental da Organização Panamericana de Saúde (Opas). No Brasil, o governo federal planeja os primeiros passos. “Estamos começando a pensar uma política integrada entre os ministérios para cuidar da saúde mental na infância”, informou Paulo Bonilho, coordenador nacional de Saúde da Criança do Ministério da Saúde. Medida mais que necessária para desarmar a bomba-relógio do estresse infantil.
Massacre traumáticoAté um ano atrás, um estudante armado invadir um colégio e atirar contra seus colegas era algo distante do imaginário brasileiro. A cena era usualmente associada a alguma tragédia americana – país que concentra 70% de ataques desse tipo. Desde 7 de abril de 2011, porém, o Brasil passou a integrar essa estatística. Wellington de Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, invadiu o colégio e disparou contra alunos e funcionários, deixando 12 mortos. “É preciso atenção após tragédias, pois elas são importantes gatilhos para os transtornos mentais, em especial o do estresse pós-traumático”, avalia Fábio Barbirato, chefe do setor de psiquiatria da infância e adolescência da Santa Casa do Rio. Por isso, desde o massacre há um esforço coletivo para apagar essas marcas. No atendimento psicológico, que se iniciou no dia seguinte ao incidente, já passaram 90 crianças e 100 adultos. Cerca de metade deles segue em tratamento. Caíque, um menino de 3 anos que perdeu a tia Jéssika Guedes no massacre, ficou durante muito tempo perguntando quando a jovem voltaria para a casa. “Ele perguntava para quem ia à escola se Jéssika estava lá.” Com apoio psicológico, está aos poucos assimilando que a tia não voltará mais. Como ele, várias crianças e famílias ainda sofrem com a tragédia. “Pode demorar anos para esses efeitos negativos serem contornados”, disse à ISTOÉ o psiquiatra Timothy Brewerton, um dos responsáveis pelo atendimento às vítimas do massacre de Columbine, ocorrido em uma escola americana em 1999. Para ele, à medida que se aproxima o marco de um ano da tragédia, é preciso mais cuidado. “A efeméride é uma espécie de gatilho para novas reações emocionais.”
http://www.istoe.com.br/reportagens/195990_ESTRESSE+INFANTIL
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21/03
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Aprovado o projeto voltado para promoção da primeira infância
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Publicado no site da Câmara Municipal de Campina Grande.
A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou durante a Sessão Ordinária da última quinta-feira (15), o Projeto de Lei nº 020/2012, de autoria conjunta dos vereadores peemedebistas Olimpio Oliveira e Cassiano Pascoal, que cria a Semana Municipal do Bebê para mobilizar as autoridades municipais e a sociedade civil sobre a importância de investir na gestante e na primeira infância.
O investimento na primeira infância garante à criança, além de todos os direitos definidos em lei, o direito de ser saudável, viver em segurança e no aconchego familiar. Esses direitos devem ser assegurados por meio de políticas públicas.
Hoje, graças às recentes descobertas da ciência, há um crescente reconhecimento internacional de que os primeiros anos de vida de uma criança são de fundamental importância para toda a sua vida. As condições de vida e experiências de uma criança desde a gestação têm impactos consideráveis sobre o seu desenvolvimento.
A semana será comemorada, preferencialmente, na última semana do mês de março.
http://www.cmcampinagrande.pb.gov.br/noticias/aprovado-o-projeto-voltado-para-promocao-da-primeira-infancia
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15/03
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Bebê enrolado em cobertor pode apresentar problemas no quadril
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Publicado no Portal Folha.com, em 13/03/2012
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A técnica adotada por algumas mães, de enrolar fortemente os seus bebês em cobertores, pode provocar problemas no quadril dos infantes.
O alerta é do cirurgião ortopédico Nicholas Clarke, que trabalha no Hospital Geral Southampton (Reino Unido), onde scanners de quadril são realizados semanalmente em mais de cem crianças. Pelo menos um em cada grupo de 20 apresenta, em variados níveis, algum problema relacionado.
Mães que enrolam seus filhos com um cueiro ou um cobertor pode fazer com que ele durma melhor, sinta-se mais seguro ou o proteja contra cólicas. Mas, segundo o cirurgião, a prática está causando o aumento de casos de displasia do quadril.
O médico explica que o corpo da mãe costuma liberar hormônios cuja função é de relaxar os ligamentos do quadril do bebê para que o parto possa ser facilitado.
O cobertor enrolado faz o processo inverso: ele força as pernas do bebê, esticando-as. Isso não é nada bom, alerta Clarke, nos primeiros três ou quatro meses de vida, quando a criança está se recuperando naturalmente e tornando fortes seus ligamentos.
Apesar do tratamento contra a displasia do quadril funcionar em 85% das ocorrências, o médico lembra que os demais terão danos permanente, o que pode levar a um procedimento cirúrgico no futuro.
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1060627-bebe-enrolado-em-cobertor-pode-apresentar-problemas-no-quadril.shtml
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06/03
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Família e Estado devem zelar por creches, diz pesquisa
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Publicado no jornal O Estado de São Paulo, em 5/3/2012
Estudo, do Instituto Patrícia Galvão e da Ipsos, revela que maioria vê impacto na formação da criança
MARIANA MANDELLI - O Estado de S.Paulo
O cuidado com a educação infantil deve ser uma corresponsabilidade do Estado e das famílias. É essa a percepção de uma pesquisa com mil entrevistas domiciliares em 70 municípios de todas as regiões do Brasil. O mapeamento incluiu todas as capitais do País.
De acordo com os dados, 42% das pessoas ouvidas consideram que o cuidado das crianças é dever do Estado e 47% acham que se trata de uma missão da mãe e da família. A maioria dos entrevistados pensa que são as prefeituras - com diz a lei - que devem cuidar do atendimento.
O estudo foi realizado pelo Instituto Patrícia Galvão em parceria com a Ipsos, entre janeiro e fevereiro. O objetivo dos órgãos era avaliar como a população brasileira percebe a importância e a qualidade do serviço de creche.
"É curioso perceber como percepção do nível do serviço muda por região. No Norte e Centro-Oeste, ela é bem negativa", afirma Paulo Cidade, diretor administrativo da Ipsos.
A ideia de que a creche é importante para o desenvolvimento da criança, como uma das primeiras etapas da educação básica, é de quase metade da população, de acordo com o estudo.
Cerca de 49% dos entrevistados na pesquisa afirmam que a creche é mais importante para a criança, uma vez que é o primeiro contato com a escola, o que pode ter grande impacto na sua educação no futuro.
Segundo Paulo Cidade, isso mostra que a sociedade está percebendo esse serviço mais como uma oportunidade de socialização da criança do que uma ferramenta de assistência social.
Mas ele destaca um fator preocupante. A pesquisa mostrou que apenas 26% das pessoas entendem que a criança deve frequentar uma instituição de ensino antes dos 4 anos de idade.
Hoje, com a Emenda Constitucional n.º 59, a matrícula é obrigatória e gratuita no Brasil dos 4 aos 17 anos de idade. As redes têm até 2016 para se adaptar. "Poucos ainda têm noção da idade certa para começar a estudar", afirma Cidade.
Jacira Melo, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, afirma que a quantidade de crianças sem vagas configura um quadro grave.
"O Brasil é a sexta economia do mundo e ainda não deu conta de uma questão fundamental como essa. Nosso déficit é de 12 mil creches", afirma ela, citando a proposta do governo federal de construir 6.427 creches até 2014.
Em janeiro, a reportagem do Estado mostrou que a promessa de campanha da presidente Dilma Rousseff está atrasada, já que em 2011 nenhuma unidade foi entregue.
Fatores. O estudo também destaca que, entre as mulheres economicamente ativas das classes A e B, o horário de funcionamento da creche é o fator mais importante - 31% delas pensam assim.
Já para essa mesma fatia de mulheres, mas da classe C (34% delas), o que mais importa é o número de vagas disponíveis nos estabelecimentos.
Entre as classes D e E, o que é considerado essencial (40%) , assim como para a classe C, é o total de vagas.
É a própria classe C, identificada como a principal classe usuária desse serviço, a que responsabiliza mais as prefeituras do que a família pelo atendimento às crianças.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,familia-e-estado-devem-zelar-por-creches-diz-pesquisa--,844024,0.htm
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Brincadeira não é apenas passatempo
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Publicado no Site Portal Bebê, em 01/03/2012
Por Manuela Macagnan
Estudiosos da psicanálise indicam que o ato de brincar ajuda na criação da concepção de mundo das crianças, além de privilegiar a capacidade de criatividade e autenticidade do viver. Maria Helena, psicanalista do CPPL, em Recife, reforça a importância das atividades lúdicas na rotina dos pequenos, pois é a partir da brincadeira que a criança começa a se relacionar com o mundo e com os objetos ao seu redor. “Uma brincadeira espontânea é o momento de fazer novas amizades, se relacionar com outras crianças. E tem fundamental importância no desenvolvimento psicológico infantil”, explica.
Além disso, essas atividades abrem espaço para fantasias e podem propiciar as condições que enriquecem o desenvolvimento intelectual. No entanto, uma preocupação iminente na vida moderna é a de que os pais preenchem os momentos de lazer dos filhos com várias atividades, o que pode impedir o desenvolvimento dessas brincadeiras espontâneas. “Muitos pais optam por ir ao shopping, cinema e parques e não valorizam o momento livre”, alerta a psicanalista.
Maria Helena acrescenta a importância de introduzir alguns jogos às brincadeiras livres. “Eles também são importantes, pois através das regras, as crianças se confrontam com os limites e respeito ao adversário. São as primeiras experiências de competição e, a partir daí, pode-se perceber as dificuldades e medos do indivíduo.”
Apenas quando a criança apresentar alguma dificuldade de relacionamento é que começa a ser necessária a intervenção de um profissional da área. Para evitar que isso ocorra, Maria Helena recomenda deixá-las livres nas ocasiões de brincadeira. Ela aconselha os pais a favorecerem esse momento, reunindo o filho com outras crianças, reservando um bom espaço para a diversão e, o mais importante, deixando acontecer.
http://bebe.abril.com.br/blogs/ultimas-do-bebe/2012/03/01/brincadeira-nao-e-apenas-passatempo/
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