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FMCSV na Mídia
Ação das Secretarias Municipais de Educação e Saúde capacita enfermeiros para utilização dos Espaços Lúdicos das UBS
Conteúdo da Página Publicado no Blog Rede Caas, em 19/01/2012
Profissionais das Secretarias Municipais de Educação e Saúde em parceria com a Rede CAAS (Crianças Amadas, Adultos Seguros) organizaram na última quarta-feira (18) na Sala Pedagógica da Prefeitura Municipal de Penápolis uma oficina para auxiliar cerca de 20 profissionais da enfermagem de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e da Santa Casa de Penápolis no processo de elaboração e utilização dos Espaços Lúdicos instalados nesses órgãos.
Sob responsabilidade de Maribel Almeida Ribeiro Oliveira, coordenadora pedagógica geral de Educação Infantil da SME, a oficina ressaltou a importância do brincar para o desenvolvimento integral das crianças. Os profissionais foram estimulados a refletir sobre o que é necessário para complementar os Espaços Lúdicos das UBS e de que forma poderão trabalhar com as crianças que passam por esses locais.
Enfermeiros participam do Jogo do Vínculo durante oficina.
O “Jogo do Vínculo”, uma dinâmica de grupo, foi realizado durante o encontro. “Através de uma brincadeira conseguimos passar conceitos e uma reflexão sobre o desenvolvimento infantil”, explicou Leonila Torrezan Aguiar, chefe do Serviço de Creche da Secretaria Municipal de Educação (SME). “O intuito é que os enfermeiros adaptem e modifiquem este jogo para que possam trabalhar com diversos temas em suas unidades, tais como a amamentação, cuidados com a criança, entre outros”, completou.
Durante a ocasião, os enfermeiros receberam mais de 70 livros infantis doados pelo Instituto Itaú Social para a Rede CAAS, além de jogos de tapetes em material emborrachado (peças do Jogo do Vínculo) para serem utilizados nos Espaços Lúdicos das UBS.
A psicóloga Inês Peters, da Rede CAAS, fala aos participantes.
Entre as diversas experiências proporcionadas pelo brincar, Maria Inês Peters, secretária executiva da Rede CAAS, ressaltou que “brincando a criança entra em contatos com suas fantasias e sentimentos, testa e exercita suas habilidades, o que colabora para a construção de sua identidade”.
Sobre a adaptação dos Espaços Lúdicos nas UBS, as profissionais afirmaram que o ato de brincar exige um ambiente onde o faz-de-conta possa existir e que não há uma receita para organizar esse espaço nem a necessidade de brinquedos específicos. “O mais importante é que os Espaços Lúdicos sejam um espaço onde as crianças possam ser acolhidas e tenham a oportunidade de viver sua infância em toda a sua plenitude”, finalizou Inês.
Com recursos da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), a Rede CAAS equipou todos os Espaços Lúdicos das UBS de Penápolis com aparelhos de televisão e DVD, além de tapetes infantis emborrachados. Na próxima semana serão entregues nessas unidades mais livros infantis, filmes educativos e alguns brinquedos, também financiados pela FMCSV.
Rede CAAS
Do convênio entre a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), de São Paulo, Associação Unidos Pela Vida e Prefeitura Municipal de Penápolis surgiu em 2009 o projeto social Rede CAAS. Por meio da articulação de parcerias entre os setores público, privado e organizações sociais, a Rede CAAS realiza ações que integram os serviços de saúde, educação e assistência social do município de Penápolis.
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18/05
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O desafio de formar líderes desde o berço
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Publicado no jornal Brasil Econômico, em 16 de maio de 2012.
Por Regiane de Oliveira
Brasil começa a dar mais atenção à educação na primeira infância.
O governo federal começou nesta semana uma nova cruzada visando melhorar as ações públicas para a primeira infância, com o lançamento do programa Brasil Carinhoso, que visa garantir renda mínima mensal de R$ 70 por pessoa a famílias pobres e saúde e educação para crianças de 0 a 6 seis anos.
O programa tem como base evidências científicas de que os investimentos na primeira infância ajudam a criança a desenvolver as habilidades cognitivas necessárias para competir no futuro. São teorias como a do americano James Heckman, prêmio Nobel em Economia em 2000, que afirma que as políticas de primeira infância têm retorno mais claro e ajuda a tornar os demais esforços mais efetivos. Heckman defende esta tese há pelo menos dez anos.
"O Brasil está resgatando uma linha de inovação que é utilizada na Inglaterra há quatro anos", afirma o médico Saul Cypel, consultor da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV), que atua no desenvolvimento infantil.
Por isso, o investimento vem bem em tempo. Apesar do foco do governo nas crianças pobres, Cypel garante que ser pai e mãe é algo que muitas pessoas da elite também não sabem o que significa. "O acesso à informação é tão importante quanto os recursos."
A fundação atua com projetos de intervenção social com a finalidade de estimular profissionais a incorporarem práticas que levem à promoção do desenvolvimento da primeira infância.
Dentre os projetos, estão um curso de especialização em Desenvolvimento Infantil, realizado em conjunto com a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, uma parceria com o Canal Futura para a realização de programas voltados para educadores e mesmo a tradução de publicações.
"A iniciativa do governo é corajosa. Construir creche é positivo, mas só isso não resolve o problema", alerta Eduardo Queiroz, diretor presidente da FMCSV. "Os dados do governo mostram um déficit de 20 mil creches, que não vai ser sanado rapidamente", diz. Até mesmo porque o governo leva em média 3 anos para conseguir construir uma creche.
Queiroz defende que trabalhos que mobilizem a sociedade são fundamentais para que os esforços do governo tenham aderência, bem como a transparência das informações. "No orçamento federal não é possível saber quanto se investe em primeira infância, porque só temos os dados de educação. Falta saber quanto é aplicado em saúde e assistência social", diz.
Segundo dados do Contas Abertas, em 2009 o governo investiu R$ 9,6 bilhões na educação infantil, ou 5,7% do total aplicado em educação no país.
O valor é pequeno perto da demanda. Para atender às metas do Plano Nacional da Educação, que tramita no Congresso, o Ministério da Educação calcula um valor de R$ 2.252,00 por aluno, enquanto a Campanha Nacional pelo Direito à Educação prevê que são necessários investimentos de R$ 6.450,70 por criança ao ano.
"O Brasil fez investimentos às avessas. Primeiro no superior, médio, fundamental, para chegar à primeira infância. Em outros países, como a Coreia do Sul foi o contrário", compara Saul Cypel.
O Programa Primeiríssima Infância, desenvolvido pela FMCSV desde 2009, está passando por um processo de ampliação. No dia 18 de abril, durante reunião da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ), os oito municípios participantes assinaram uma carta de intenções para a adoção do programa Primeiríssima Infância. Itupeva, o nono município da AUJ, já faz parte do projeto desde seu início.
http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/o-desafio-de-formar-lideres-desde-o-berco_116879.html
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25/04
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2ª Semana do Bebê será realizada em junho
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Publicado no site da Prefeitura Municipal de São Carlos, em 24 de abril de 2012.
Foi lançada, na segunda-feira (23), no Palácio do Comércio Miguel Damha, a 2ª Semana do Bebê, que será realizada de 11 a 16 de junho e que tem como objetivo levar informações à sociedade sobre as fases da primeira infância (de 0 a 3 anos). Na ocasião também foram apresentados os resultados da 1ª semana realiza na cidade ano passado.
Estiveram presentes no lançamento o prefeito Oswaldo Barba, a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Cidinha Duarte, o vice-prefeito Emerson Leal, a secretária de Infância e Juventude, Maria do Carmo de Souza, o presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Alfredo Maffei Neto, e representantes de todos os parceiros da 2ª Semana do Bebê.
A solenidade teve início com o pronunciamento do prefeito no qual destacou as ações de seu governo para a primeira infância. “Nossa cidade é reconhecida pelos programas voltados para a infância e juventude. Em São Carlos, mais de 90% das gestantes fazem pelo menos 7 consultas de Pré-Natal; os bebês de até 12 meses e crianças intolerantes à lactose recebem leite especial nas nossas escolas. O Hospital-Escola é o único local da cidade que disponibiliza atendimento pediátrico 24 horas. Em 2011 foram 28.286 atendimentos. Essas entre outra ações culminam em um crescimento melhor das nossas crianças”, destacou Barba.
Após a apresentação do Prefeito, a secretária de Infância e Juventude apresentou os resultados da 1ª Semana do Bebê de São Carlos e suas ações por toda cidade, como as oficinas, o seminário, cursos e a Passeata de Bebês que reuniu mais de 1.500 pessoas em uma grande festa na Praça do Mercado.
“Para este ano, tenho a certeza de que mobilizaremos mais pessoas, pois ampliaremos a atuação e divulgação do Programa Primeira Infância pela cidade culminando na promoção da qualidade de vida dos nossos bebês. Gostaria de agradecer os parceiros e apoiadores e tenho certeza que a 2º Semana do Bebê será um sucesso”, disse Maria do Carmo.
Este ano os parceiros da Semana do Bebê são: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Obras Sociais Francisco Thiesen, Fundo Social de Solidariedade, UFSCar, UNIMED, SESI, ACISC, EPTV, UNICEP, SENAC, APM - Associação Paulista de Medicina, Sociedade Médica e Oniodonto São Carlos.
Durante a Semana do Bebê serão realizadas oficinas, atividades de saúde, educação e cultura em todas as unidades de saúde e nos Centros de Educação Infantil (CEMEIs), além de orientações, seminários, premiações e ações voltadas às mães e às crianças por toda cidade.
http://www.saocarlos.sp.gov.br/index.php/noticias-2012/161883-2o-semana-do-bebe-sera-realizada-em-junho-.html
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11/04
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Rede CAAS realiza 1ª Engatinhata de Penápolis
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Publicada no Site Jornal Interior em 11 de abril de 2012.
A Rede CAAS (Crianças Amadas, Adultos Seguros) realizou no último sábado, 7, às 9h, no Pátio do Santuário São Francisco de Assis, a 1ª. Engatinhata de Penápolis. O evento teve por objetivo esclarecer que o ato de engatinhar é benéfico para o desenvolvimento integral do bebê, conscientizando pais e cuidadores que o uso de andador deve ser moderado.
Durante a ocasião, pais e crianças puderam participar das atividades programadas, que incluíram espaço lúdico, contação de histórias, brincadeiras com fantoches, pintura dos pezinhos das crianças - para guardar como lembrança, em uma folha de sulfite, a participação no evento - e, claro, ambiente para os pequenos engatinharem.
Para Maria Inês Peters, psicóloga e secretária executiva da Rede CAAS, a promoção de uma “engatinhata” tem por finalidade orientar os pais e cuidadores sobre as melhores práticas para lidarem com os bebês. “Engatinhar é um marco importante para o desenvolvimento infantil”, salientou.
De acordo com a psicóloga, certas condutas e procedimentos impedem a criança de brincar livremente com o corpo e explorar suas habilidades e o universo ao seu redor. “Diversos estudos científicos demonstram que o ato de engatinhar estimula as experiências psicomotoras do bebê, contribuindo assim para seu desenvolvimento saudável”, finalizou.
Organizações e empresas de diversos segmentos apoiaram a realização do evento inédito em Penápolis, entre elas Malharia Brasil, Reporfoto, Casa Síria, Parquinho do Bebê, Funepe e Daep. O prefeito de Penápolis, João Luís dos Santos, esteve presente no evento acompanhado por secretários municipais. As 50 primeiras inscrições ganharam uma camiseta do evento para o bebê.
Cobertura e divulgação
O evento foi amplamente divulgado em Penápolis e, posteriormente, na região. Inicialmente, a campanha ocorreu pela internet, especificamente na rede social Facebook. A parceria com o jornal Diário de Penápolis possibilitou a divulgação de meia página colorida no domingo, 1. Foram confeccionados 3 mil panfletos, frente e verso. Cerca de 1 mil unidades foram distribuídas junto com a edição do jornal Diário de Penápolis; o restante foi distribuído pelos setores de saúde, educação e assistência social antes e durante o evento.
Release (notícia) sobre o evento foram publicados no Jornal Interior e Diário de Penápolis. A Rede CAAS produziu 10 faixas, tamanho 4,5m x 1,0m, divulgando o programa Primeiríssima Infância e também o a Engatinhata. Foram concedidas entrevistas ao programa Boletim de Notícias do Canal 23 Star News (TV a Cabo de Penápolis) e ao programa Jornal da Hora da Rádio Difusora de Penápolis. Durante o evento, estiveram presentes as equipes de reportagens dos telejornais de Araçatuba (SP) do TVI SBT e TV TEM, afiliada da Rede Globo.
Rede CAAS
O projeto social “Crianças Amadas, Adultos Seguros” foi iniciado em Penápolis em 2009 e desde então conta com o apoio técnico e financeiro da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), de São Paulo, que desenvolve o Programa Primeiríssima Infância com mais cinco municípios do interior paulista.
Através de convênio entre a Prefeitura Municipal de Penápolis, FMCSV e Associação Unidos pela Vida, a Rede CAAS articula a sociedade e as secretarias municipais de Saúde, Assistência Social e Educação com o objetivo de promover o desenvolvimento integral das crianças durante os três primeiros anos de vida.
O projeto social conscientiza e informa famílias a respeito dos melhores cuidados e estímulos infantis, além de capacitar profissionais ligados ao atendimento público de gestantes e crianças nesta faixa etária, considerada primordial para a formação cognitiva e psicossocial.
http://www.jornalinterior.com.br/jornal/mostra_noticia.php?noticia=15327
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15/03
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Perondi e Terra debatem Primeira Infância em Harvard
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Publicado no Portal do PMDB, em 14/03/2012Brasília (DF) - Termina nesta sexta-feira (16), na Universidade de Harvard, em Cambridge, nos Estados Unidos, o Programa de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância (DPI), com a participação de onze parlamentares e 38 educadores brasileiros. O objetivo é engajar políticos e gestores públicos e do terceiro setor em um diálogo em termos da ciência do desenvolvimento da Primeira Infância e como as lideranças públicas podem aplicar a ciência para minimizar alguns dos maiores problemas sociais brasileiros. Integram o grupo os deputados gaúchos Darcísio Perondi e Osmar Terra, ambos do PMDB.
O curso é uma parceria do Center on the Developing Child, Harvard University, e a PUC/RS, com apoio da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal-SP. Baseado nas mais recentes pesquisas nos campos das ciências biológicas, comportamentais e sociais, assim como nas estratégias de desenvolvimento institucional e de lideranças, o Programa vai apresentar, aos formuladores de políticas públicas e aos gestores sociais, a base de conhecimento e as ferramentas necessárias para a concepção e implementação de políticas e programas sociais mais eficazes.
O deputado Darcísio Perondi ressalta que os primeiros três anos são básicos para a vida de um indivíduo. “Com três anos de vida, a criança tem o dobro de sinapses em relação a uma pessoa adulta. A discussão em Harvard, nesses sete dias, tem sido preciosa e envolvente e tenho certeza que o grupo voltará integrado para trabalhar um plano nacional de primeira infância”, disse.
A segunda parte do curso acontecerá no Brasil, nos dias 21 e 22 de junho, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. No período de março a junho haverá um módulo de ensino a distância, via internet. O programa vai culminar com o desenvolvimento, por cada um dos participantes, de uma proposta de projeto de base científica para fortalecer as políticas ou programas de Primeira infância em sua região ou área de atuação.
Além dos deputados federais Osmar Terra e Darcísio Perondi, também integram o grupo outros gaúchos, como o Secretário Adjunto de Justiça, Miguel Velasques, o Secretário de Saúde, Ciro Simoni, e a educadora Alessandra Schneider.
http://pmdb.org.br/noticias.php?cd=8774
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14/03
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Teresa participa de curso sobre primeira infância
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Publicado no Site Fonte Brasil, em 14/03/2012
A deputada Teresa Surita participa até a próxima sexta-feira (16), do Programa de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância, na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. O curso, que começou domingo (11), destina-se a gestores públicos diretamente envolvidos em questões de política social e desenvolvimento, em qualquer uma das três esferas de governo. A iniciativa é uma parceria entre o Center on the Developing Chlid, Harvard University e a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, com apoio da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.
Para Teresa, cujo trabalho político como deputada federal e prefeita de Boa Vista teve como um dos principais focos a defesa dos direitos da criança e do adolescente, participar do curso é uma oportunidade de acumular conhecimento sobre este período infantil que é considerado a base para todas as aprendizagens humanas.
“É na primeira infância que o cérebro desenvolve a maioria das ligações entre os neurônios. Por isso, é preciso existir suporte para o desenvolvimento da linguagem, habilidades motoras e crescimento cognitivo para que as crianças tenham sucesso na escola e se tornem adultos preparados. Estou satisfeita em poder discutir programas voltados ao desenvolvimento infantil, porque sei que será útil ao meu trabalho político”, explicou Teresa.
O programa - O Programa de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância (DPI) pretende engajar políticos e gestores públicos em um diálogo em termos da ciência do desenvolvimento da Primeira Infância, e como as lideranças públicas podem aplicar a ciência para minimizar alguns dos maiores problemas sociais brasileiros. Baseado nas mais recentes pesquisas nos campos das ciências biológicas, comportamentais e sociais, assim como nas estratégias de desenvolvimento institucional e de lideranças, o programa vai apresentar, aos formuladores de políticas públicas e aos gestores sociais, a base de conhecimento e as ferramentas necessárias para a concepção e implementação de políticas e programas sociais mais eficazes. O programa vai culminar com o desenvolvimento, por cada um dos participantes, de uma proposta de projeto de base científica para fortalecer as políticas ou programas de Primeira infância em sua região ou área de atuação.
Estrutura - O Programa de Liderança Executiva em Desenvolvimento da Primeira Infância tem duração prevista para quatro meses. O módulo inicial do curso será uma semana de aulas na Universidade de Harvard, e o último será um workshop de dois dias na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Esses dois módulos consistem de palestras, workshops, discussões de casos, reuniões de equipe, além de várias oportunidades para conversas informais entre professores e alunos.
http://www.fontebrasil.com.br/site/index.php?p=noticias&secao=noticias&id=12921
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05/03
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EDI: Votuporanga apresenta bons resultados na avaliação da Fundação Maria Cecília
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Publicado no site regiãonoroeste.com, em 3/3/2012
O diretor presidente da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), Eduardo Queiroz, visitou Votuporanga na última quinta-feira (1º), quando participou do encontro de devolutiva do EDI (Early Development Instrument), projeto realizado em 2011 com crianças com 5 anos de idade. Durante o encontro, Queiroz e a equipe da FMCSV apresentaram os bons resultados alcançados por Votuporanga na avaliação.
Na ocasião, o prefeito Junior Marão destacou a importância do projeto para a população de Votuporanga. “Este projeto muito nos orgulha, pois trabalha com o tripé educação, saúde e assistência social, essencial para a formação de bons cidadãos, fundamental para o futuro de uma nação”, enfatizou Marão.
O encontro aconteceu no auditório Unifev, na Cidade Universitária, e foi direcionado aos Comitês Estratégico e Técnico do projeto e diretores de escolas da Educação Intanfil. Após a apresentação dos resultados da avaliação, os dois comitês se reuniram para discutir as próximas ações no município.
A avaliação - EDI
O EDI foi criado pelo Offord Centre for Child Studies, ligado à Universidade McMaster, de Ontario, Canadá. Em uma parceria entre a Fundação Maria Cecília, o Programa Infância Melhor (PIM) e o Offord Center este material foi traduzido para o português e adaptado à realidade brasileira.
A avaliação foi realizada em sete municípios do Estado de São Paulo, sendo: Botucatu, Cidade Ademar/Diadema, Itupeva, Penápolis, São Carlos, São José de Rio Pardo e Votuporanga. No total foram avaliadas mais de 5,7 mil crianças com idade de 5 anos que frequentavam escolas de educação infantil dos municípios. Em Votuporanga 564 crianças participaram da avaliação.
A próxima avaliação do EDI acontecerá até 2016, quando as crianças nascidas em 2011 estarão completando 5 anos de idade. “Desta forma conseguiremos avaliar o impacto no grau de maturidade e de prontidão das crianças que foram beneficiadas pelo Projeto Social da Fundação Maria Cecília em nossa na cidade, pois temos agora um dado inicial, de quando o projeto ainda está começando, e em 2016 teremos uma avaliação do que conseguimos melhorar com o projeto”, destacou a diretora do departamento de Educação Básica da Secretaria da Educação, Cultura e Turismo de Votuporanga, Luzia Aparecida Zirundi Figueira.
O levantamento das informações da avaliação é feito por meio do preenchimento de questionários por educadores, tomando como base sua observação do comportamento de seus alunos em cinco domínios do desenvolvimento infantil: bem-estar físico; desenvolvimento social; desenvolvimento emocional; linguagem e habilidades cognitivas e habilidades de comunicação e conhecimentos gerais.
http://www.regiaonoroeste.com/portal/materias.php?id=35802
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19/01
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Ação das Secretarias Municipais de Educação e Saúde capacita enfermeiros para utilização dos Espaços Lúdicos das UBS
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Publicado no Blog Rede Caas, em 19/01/2012
Profissionais das Secretarias Municipais de Educação e Saúde em parceria com a Rede CAAS (Crianças Amadas, Adultos Seguros) organizaram na última quarta-feira (18) na Sala Pedagógica da Prefeitura Municipal de Penápolis uma oficina para auxiliar cerca de 20 profissionais da enfermagem de todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e da Santa Casa de Penápolis no processo de elaboração e utilização dos Espaços Lúdicos instalados nesses órgãos.
Sob responsabilidade de Maribel Almeida Ribeiro Oliveira, coordenadora pedagógica geral de Educação Infantil da SME, a oficina ressaltou a importância do brincar para o desenvolvimento integral das crianças. Os profissionais foram estimulados a refletir sobre o que é necessário para complementar os Espaços Lúdicos das UBS e de que forma poderão trabalhar com as crianças que passam por esses locais.Enfermeiros participam do Jogo do Vínculo durante oficina.
O “Jogo do Vínculo”, uma dinâmica de grupo, foi realizado durante o encontro. “Através de uma brincadeira conseguimos passar conceitos e uma reflexão sobre o desenvolvimento infantil”, explicou Leonila Torrezan Aguiar, chefe do Serviço de Creche da Secretaria Municipal de Educação (SME). “O intuito é que os enfermeiros adaptem e modifiquem este jogo para que possam trabalhar com diversos temas em suas unidades, tais como a amamentação, cuidados com a criança, entre outros”, completou.
Durante a ocasião, os enfermeiros receberam mais de 70 livros infantis doados pelo Instituto Itaú Social para a Rede CAAS, além de jogos de tapetes em material emborrachado (peças do Jogo do Vínculo) para serem utilizados nos Espaços Lúdicos das UBS.A psicóloga Inês Peters, da Rede CAAS, fala aos participantes.
Entre as diversas experiências proporcionadas pelo brincar, Maria Inês Peters, secretária executiva da Rede CAAS, ressaltou que “brincando a criança entra em contatos com suas fantasias e sentimentos, testa e exercita suas habilidades, o que colabora para a construção de sua identidade”.
Sobre a adaptação dos Espaços Lúdicos nas UBS, as profissionais afirmaram que o ato de brincar exige um ambiente onde o faz-de-conta possa existir e que não há uma receita para organizar esse espaço nem a necessidade de brinquedos específicos. “O mais importante é que os Espaços Lúdicos sejam um espaço onde as crianças possam ser acolhidas e tenham a oportunidade de viver sua infância em toda a sua plenitude”, finalizou Inês.
Com recursos da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), a Rede CAAS equipou todos os Espaços Lúdicos das UBS de Penápolis com aparelhos de televisão e DVD, além de tapetes infantis emborrachados. Na próxima semana serão entregues nessas unidades mais livros infantis, filmes educativos e alguns brinquedos, também financiados pela FMCSV.
Rede CAAS
Do convênio entre a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV), de São Paulo, Associação Unidos Pela Vida e Prefeitura Municipal de Penápolis surgiu em 2009 o projeto social Rede CAAS. Por meio da articulação de parcerias entre os setores público, privado e organizações sociais, a Rede CAAS realiza ações que integram os serviços de saúde, educação e assistência social do município de Penápolis.
http://redecaas.blogspot.com/2012/01/acao-das-secretarias-municipais-de.html
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Publicado no Site Jornal da Ciência, em 12/01/2012
Artigo de Isaac Roitman enviado ao JCEmail pelo autor.
O título do artigo foi inspirado no Seminário: "Cidadão do Futuro: Políticas para o Desenvolvimento da Primeira Infância" realizado recentemente em Brasília e que foi organizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos e pela Secretaria de Direitos Humanos, ambas ligadas à Presidência da República. O evento contou com a participação de 49 palestrantes.
Um dos objetivos foi avançar na construção de um protocolo único para a atenção à primeira infância. Foram apresentados programas e políticas públicas em andamento em várias regiões do Brasil, alguns estaduais como o Primeira Infância Melhor (Rio Grande do Sul) e Asas da Florestania (Acre) e outros conduzidos por prefeituras: Curitiba, Florianópolis, São Paulo, Sobral, Rio de Janeiro, Petrolina e Campinas. Foi apresentado também o projeto "Chile Crece Contigo", que tem sido utilizado como modelo de vários programas no Brasil e que tem como objetivo oferecer a toda população chilena um sistema de Proteção Integral para a Infância. Em 2009 uma lei específica criou o Sistema Intersectorial de Proteção Social que permitiu a continuidade e avanço do programa.
É já consagrado o conceito de que os primeiros seis anos de vida são decisivos na formação da personalidade do ser humano. O conceito que o desenvolvimento do cérebro do ser humano é linear está superado. O pico na formação de novos neurônios e a conexão entre eles, sinapses, ocorrem principalmente nos três primeiros anos de vida. Esse período é decisivo e afeta a vida do ser humano, particularmente na dimensão da saúde e da cognição.
Um espectro grande de procedimentos e protocolos está disponibilizado facilitando o acesso a cuidados e educação para a primeira infância. Um bom exemplo é o Programa "Primeira Infância Melhor" (PIM), introduzido no Rio de Grande do Sul em 2003 e que já proporcionou atendimento com visitas domiciliares a 59.125 famílias e a 88.740 crianças. É um programa de ação socioeducativa voltado às famílias com crianças de zero até seis anos e gestantes, em situação de vulnerabilidade social e foi implantado tendo como referência a metodologia do Projeto Cubano "Educa a tu Hijo". Ele está voltado para o desenvolvimento pleno das capacidades físicas, intelectuais, sociais e emocionais do ser humano, tendo como eixo de sustentação a Comunidade, a Família e a Intersetorialidade.
Os programas de assistência materno-infantil têm reduzido as taxas de mortalidade infantil e subnutrição. Segundo o IBGE a mortalidade infantil no Brasil recuou de 69,12 para 22,47 óbitos em cada mil crianças nascidas vivas entre os anos de 1980 a 2009. Os programas de vacinação em massa, o incentivo ao aleitamento materno, o acompanhamento de gestantes e recém nascidos, além da relativa expansão do saneamento básico, certamente contribuíram para essa redução. Apesar desses avanços temos um grande desafio para alcançar índices aceitáveis, inclusive na educação.
Segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (IBGE/2009), quase a metade das crianças na faixa da primeira infância, pertencem às famílias que vivem abaixo da linha de pobreza. Vivendo em condições adversas, que afetam o seu desenvolvimento elas têm seus direitos violados e chegam à idade escolar com significativa perda de seus potenciais. As habilidades não cognitivas, tais como a socialização, perseverança, disciplina e criatividade também ficam comprometidas. Sem a introdução de políticas articuladas para a Primeira Infância, certamente não concretizaremos o sonho da igualdade social.
Recentemente iniciativas de aprofundamento de debates sobre políticas públicas para a primeira infância apontam para um momento favorável para a implantação dessas ações em nível nacional. Além do Seminário mencionado, foram realizados outros três eventos de grande porte onde as políticas para a primeira infância foram amplamente discutidas: 1. Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância (São Paulo / Fundação Maria Cecília Vidigal Souto Vidigal); 2. Seminário Educação para o Século 21 (São Paulo / Instituto Ayrton Senna); 3. Seminário Internacional - Educação na Primeira Infância: A experiência internacional e a brasileira (Rio de Janeiro / Fundação Getulio Vargas). Nesse evento foi lançado o livro: "Aprendizagem Infantil: Uma abordagem da neurociência, economia e psicologia cognitiva". Essa obra rica em contribuições importantes foi um produto do Grupo de Trabalho de Aprendizagem Infantil instituído pela Academia Brasileira de Ciências e certamente servirá de guia para o estabelecimento de políticas publicas virtuosas na área.
O coordenador do livro, professor Aloísio Pessoa de Araújo faz uma provocação e uma convocação ao meio acadêmico e profissional da sociedade brasileira: "Como é sabido, os cuidados com a saúde e nutrição durante o pré-natal e nos primeiros anos de vida são determinantes na plasticidade cerebral e consequentemente no desenvolvimento educacional, além da saúde ao longo de sua vida. É igualmente importante que se criem centros de pesquisa em educação infantil em nossas universidades, públicas ou privadas. Estes centros deveriam ser conduzidos tanto por educadores como por neurocientistas e pediatras. Também poderiam ser dirigidos por economistas que poderiam fazer estudos quantitativos sobre os custos e benefícios dos diversos métodos utilizados."
Implantar políticas públicas que possam introduzir conteúdos e hábitos apropriados, desenvolvimento afetivo, brincadeiras e pedagogias contemporâneas para as crianças são o melhor investimento que podemos fazer pelo futuro dos brasileiros e do Brasil. Tudo indica que chegou a hora e a vez das crianças. É bom sempre lembrar um verso do "Pra não dizer que não falei das flores" de autoria de Geraldo Vandré, que diz: "Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer".
É também oportuno lembrar o provérbio chinês: "Há três coisas que nunca voltam atrás: a palavra proferida, a flecha desferida e a oportunidade perdida". Perder a oportunidade de realizarmos um grande salto, uma verdadeira inflexão, em favor do desenvolvimento da criança, será uma grave omissão de toda a sociedade e que certamente comprometerá o futuro das próximas gerações.
Isaac Roitman é coordenador do Grupo de Trabalho de Educação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e Subsecretário de Políticas para Criança da Secretaria de Estado da Criança do Distrito Federal.
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=80702
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08/01
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Investimento em 1.ª infância é o mais essencial
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Crianças pobres não estão condenadas a rendimento educacional mais baixo, mas bons programas são necessários, diz pediatra
08 de Janeiro de 2012
'Pais são os principais atores na educação'
Alexandre Gonçalves, de O Estado de S. Paulo
A ciência dirimiu todas as dúvidas quanto à relevância social da educação na primeira infância - entre zero e seis anos. Falta agora os gestores públicos acordarem para o tema, afirma Jack Schonkoff, do Centro para o Desenvolvimento Infantil, de Harvard. O pesquisador americano reconhece a dificuldade de convencer políticos a investir tempo e recursos em projetos que só darão frutos quando já tiverem deixado o cargo. Ele veio a São Paulo no dia 20 para do Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, organizado pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e falou ao Estado sobre as descobertas na área.
Qual é o estado atual do conhecimento sobre educação na primeira infância?
Houve uma revolução. Durante décadas, observávamos claramente como uma família preocupada com a educação das crianças na primeira infância poderia exercer um poderoso estímulo no seu desenvolvimento. Também ficava patente que a exposição precoce a ambientes violentos têm um impacto muito negativo no processo formativo. Agora, começamos a entender como esses fatores de estímulo ou estresse influenciam a fisiologia da criança com menos de seis anos, especialmente o cérebro. Tal conhecimento ajuda muito na hora de pensar intervenções para diminuir o abismo que separa crianças que receberam uma educação adequada daquelas expostas a um ambiente ruim.
Que tipo de intervenções são possíveis com este conhecimento?
Primordialmente, precisamos identificar qual é a situação da criança. Há muitas famílias pobres que dão uma excelente educação para os filhos. Elas só não tem dinheiro e informação. Nesse caso, basta organizar programas que ofereçam informação para os pais e escolas de boa qualidade mantidas com dinheiro público. Crianças submetidas a um ambiente marcado por doenças mentais, drogas ou relacionamentos violentos constituem um problema bem mais complexo. A ciência tem mostrado que o impacto do estresse nessa fase é tão grave que aumenta o risco de hipertensão, diabete e cardiopatias na idade adulta. Naturalmente, o cérebro é o principal afetado com danos comprovados em diversos circuitos. Educadores e - na medida do possível, os pais - precisam identificar com precisão qual é o fator de estresse e tentar criar um espaço de segurança ao redor da criança. Precisarão ensinar a ela técnicas para lidar com as situações negativas a que está submetida, minimizando os danos. Sem isso, prover os estímulos tradicionais é insuficiente. Não serão eficazes para corrigir os prejuízos já sofridos na afetividade e na cognição.
O que diferencia programas de sucesso de iniciativas ineficazes?
O principal fator determinante para o sucesso de um programa é o treinamento adequado dos educadores que vão conduzi-lo. Há uma tentação de pagar pouco para esses profissionais. Mas é uma economia ilusória, pois diminui a qualificação e o comprometimento de quem você contrata. O resultado que você consegue por cada dólar investido cai bastante. Qualquer administrador de empresa sabe que não compensa. E a qualificação é tanto mais necessária quanto maiores são os dramas enfrentados pelas crianças. O número de adultos necessários ao lado das crianças é também maior quanto mais novas elas são. Quinze crianças de três anos para um único adulto, por exemplo, é uma situação enlouquecedora. Além disso, um único programa aplicado para toda a população costuma ter resultados ruins. É preciso conceber diferentes programas que correspondam às necessidades específicas de cada grupo. Para a maioria das famílias carentes, de fato, bastará prover informações para os pais, que muitas vezes não tem qualquer escolaridade, e os ajudar a contribuir para a educação dos filhos. Os pais continuam sendo os atores mais importantes na educação dos filhos. Programas que conseguem engajá-los na formação das crianças apresentam taxas de sucesso muito maiores. Mas são necessários programas especiais para grupos de risco.
Qual deve ser o foco da educação nessa fase da formação?
O estímulo do uso da linguagem, conversando muito com as crianças, lendo para elas. Só assim elas conseguem criar sua própria linguagem. As aptidões nessa área são um excelente preditor de sucesso acadêmico no futuro.
Como medir o progresso das crianças no início da infância?
Por um lado, é muito fácil. Há protocolos científicos bem estabelecidos que conseguem avaliar as aptidões desenvolvidas desde cedo. Até por recém-nascidos. Testes, por exemplo, que avaliam a resposta a estímulos visuais com base no movimento dos olhos da criança. A dificuldade não está aí, mas na imensa variabilidade do ritmo de desenvolvimento de uma criança para outra. Por isso, precisamos de pessoal qualificado para interpretar os resultados dos testes tendo em conta esta variabilidade. Sem isso, torna-se impossível identificar com precisão se os métodos pedagógicos estão produzindo resultados adequados e tomar decisões racionais baseadas em evidência. Consequentemente, o dinheiro investido pode estar escoando pelo ralo.
Como compensar mais tarde deficiências no processo formativo da primeira infância?
Quando a criança nasce, já tem quase todas as células do cérebro que a acompanharão durante a vida. Mas faltam ainda os circuitos e conexões que ligam os neurônios. Na primeira infância, essas conexões ocorrem de uma forma muito rápida. Além dos fatores genéticos, o principal determinante são as experiências que a criança vivencia. Nos primeiros dois anos de vida, o ritmo de ligações alcança 700 conexões por segundo. É como a construção progressiva de uma casa. As primeiras conexões são o fundamento, as seguintes são as paredes, depois o telhado... Os circuitos de maior complexidade dependem dos anteriores, mais elementares. Naturalmente, o cérebro não perde a capacidade de compensar deficiências e nunca é tarde demais para desistir. Mas o resultado fica aquém quando comparado com um desenvolvimento adequado e o custo torna-se muito maior.
Em um País como o Brasil, com um sistema educacional público imenso e repleto de problemas, vale a pena falar em investimentos na primeira infância?
Sem dúvida alguma. Antes de todas essas evidências científicas, um político poderia defender que não valeria a pena argumentando que a criança não aproveitaria a formação recebida nesta fase. Agora, um discurso assim não vale mais. Precisamos tomar a decisão política de priorizar a primeira infância. O Brasil é um País que está crescendo economicamente mas ainda sofre com uma distribuição de renda muito desigual. Tem uma necessidade enorme de capital humano. Devemos compreender de uma vez por todas que crianças que nasceram em uma família pobre não estão necessariamente condenadas a um subdesenvolvimento cognitivo. Não precisa ser assim. E o dinheiro investido na primeira infância apresenta a melhor relação custo benefício de todos os investimentos feitos em educação. A segunda decisão política a ser tomada é reconhecer que, para grupos restritos da população, estímulo educacional não é suficiente. Para famílias em situações de maior vulnerabilidade, são necessários programas para diminuir e compensar os fatores de estresse na educação das crianças. A sociedade deve perceber que o investimento na primeira infância compensa. Além de aumentar, no futuro, a população economicamente ativa diminui muito o número de pessoas que vão parar nas prisões. Há estudos que comprovam isso.
Como convencer os gestores públicos de que vale a pena tomar essas decisões?
Sem dúvida, não é fácil. Investimentos em educação na primeira infância são sementes que você lança e seus filhos e netos colherão depois. É necessário um sentido de legado que falta a muitos políticos preocupados com seu próprio desempenho na próxima eleição. Mas precisamos argumentar e a ciência oferece ótimos argumentos. Um famoso estudo realizado em Michigan comparou durante quarenta anos o desempenho de pessoas pobres que tiveram acesso à educação na primeira infância com indivíduos semelhantes mas que não receberam o mesmo apoio. Os resultados são eloquentes. A probabilidade de concluir o ensino médio era 20% maior no grupo que estudou na primeira infância. O envolvimento com crimes também era significativamente mais baixo no mesmo grupo. Economistas calcularam que para cada dólar investido na primeira infância, nove dólares eram economizados depois. Sem dúvida, as crianças serão mais felizes. No futuro, sua taxa de empregabilidade, por exemplo, será maior. Contudo, precisamos perceber que a sociedade é quem lucra o maior benefício.
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20/12
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FAPESP - Propostas de Pesquisas Aprovadas
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Dez propostas de pesquisa, das 25 que pleitearam o financiamento da linha de crédito criada pela FMCSV e pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foram aprovadas. A lista foi divulgada no dia 20 de dezembro e pode ser consultada nos sites da Fapesp e FMCSV. Os projetos, todos na área de desenvolvimento infantil, são conduzidos por pesquisadores de instituições de ensino superior e de pesquisa no estado de São Paulo. O acordo entre as instituições prevê um crédito de R$ 2,6 milhões para apoiar as propostas selecionadas pelo Comitê Gestor, formado por representantes da Fapesp e da FMCSV. Como as propostas aprovadas não vão consumir todos os recursos disponíveis, será realizado um novo edital de convocação em 2012.
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