Referências

Claudia Medeiros de Castro
Doutora em Ciências (área de concentração Infectologia em Saúde Pública). Mestre em Psicologia Social. Especialista em Psicologia Hospitalar. Psicóloga. Atual responsável pela Área Técnica da Saúde da Mulher no Grupo Técnico de Ações Estratégicas da SES/SP.

Lia Rachel Colussi Cypel
Psicanalista, analista didata e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de SP – SBPSP; Coordenadora do Grupo de Casal e Família da SBPSP; Delegada do Departamento de Família da FEPAL.

Proteção e estímulo

A família é um grande foco de interesse para o bebê. Chegamos aqui a uma importante questão: como manter um equilíbrio entre dar ao bebê a proteção de que ele precisa e proporcionar a ele o estímulo necessário que encoraje o seu interesse pelo mundo à sua volta?

Um bebezinho muito pequeno precisa de uma vida quieta, da qual ele emerja gradualmente. Logo que emerge, ele é vulnerável como um caracol sem a concha protetora. As pessoas sabem disso instintivamente, e cuidam desta necessidade de silêncio, suavidade e temperatura adequada. Hoje grande entusiasmo, as pessoas se deram conta da capacidade que o bebezinho tem para o aprendizado. Quiseram então fazer com que o ambiente do bebê fosse brilhante e desafiador, cheio de cores vivas, de lindos móbiles e de muita ação.

Como em muitas outras situações, os pais precisam encontrar um equilíbrio e observar cuidadosamente o que o seu bebê, em particular, precisa.

Os bebês precisam se sentir razoavelmente seguros: seguros no sentir que estão na mente de seus pais, seguros na rotina que se desenvolve em sua família, seguros dentro de uma estrutura que eles passem a conhecer e na qual possam esperar que certas coisas aconteçam. A partir desta base, eles podem buscar novas experiências. É confortante lembrar que os bebês têm dentro de si um impulso natural para se desenvolver. Nem tudo depende de nós. Os bebês exercem sua própria força. Nós fornecemos o ambiente e os objetos para seu desenvolvimento, mas os nossos bebês o alcançam por sua livre e espontânea vontade.

Responsividade e sensibilidade

Dede o início, o bebê se sente atraído por sons, sensações e coisas que vê. È como se uma luz brilhante, ou alguma outra coisa clara e definida, fornecesse um foco não apenas para os olhos físicos do bebê, mas também para os “olhos” da sua mente. Bebês novinhos que olham para seus móbiles não estão satisfazendo apenas os seus olhos; se sentem também como que mais “integrados”, enquanto ajustam os seus processos mentais. O pensamento se inicia. Um móbile de peras e maças que balança ao vento está provocando idéias. O que é movimento? O que é vermelhidão, amarelidão, brilho?

O primeiro objeto de interesse e atração são as pessoas: a mãe e aqueles que alimentam e cuidam do bebê, as pessoas cujos rostos e corpos (sem falar nas vozes, ações e mentes) o bebê passa a conhecer. As pessoas continuam sendo a principal fonte de interesse do bebe saudável, mas os seus interesses se ampliam rapidamente.

Contribuições do I Workshop da FMCSV

Leia também as contribuições da I Workshop Anual da FMCSV (2007) sobre a importância da Família para o Desenvolvimento Infantil:

© Fundação Maria Cecília Souto Vidigal