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FMCSV recebe programa de jovens mentores de Harvard Na última sexta-feira, 13 de janeiro, a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) recebeu a visita de 30 jovens participantes do programa Mentoring and Language Acquisition in Brazil (MLAB), desenvolvido pela Universidade de Harvard, em conjunto com seus parceiros nos Brasil.
O grupo é composto por 15 graduandos de Harvard e 15 estudantes brasileiros do ensino médio, sendo designado um mentor estrangeiro para cada um dos brasileiros. Durante os cerca de 15 dias de duração do programa, os jovens ficam hospedados juntos e fazem passeios turísticos e culturais em São Paulo. Além da clara possibilidade de aprendizado linguístico tanto do inglês quanto do português, o MLAB tem um foco muito grande na questão de inspirar os jovens, promover “experiências que podem mudar uma vida”.
No Brasil, os estudantes selecionados foram aqueles que apresentaram grande disposição de aprender e superar obstáculos sociais – a maioria deles com planos futuros de estudar em uma grande universidade no exterior. Já os jovens de Harvard são, prioritariamente, ingressantes na Universidade e muitos recebem ajuda financeira.
Durante a visita à FMCSV, o grupo assistiu à apresentação institucional da Fundação, feita por Gabriela Pluciennik, coordenadora de Programas da FMCSV e tiraram dúvidas em relação ao terceiro setor. “Eles gostaram muito, se interessaram de verdade”, conta Gabriela.
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22/02
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Pesquisa investiga por que mulheres preferem cesárea
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Publicado no Jornal Folha de São Paulo, em 19/02/2012
Para especialistas, fatores culturais somados à falta de leitos nas rede pública e privada afastam mulher do parto normal
Medo de sentir muita dor e preocupação com sexualidade também aumentam preferência por cesáreas
Sabine Righettide São Paulo
Fatores culturais e falta de informação são alguns dos motivos que levam à preferência nacional pelo parto com data marcada.
Hoje, o Brasil é um dos recordistas mundiais em partos cesarianos. Em 2010, o número de nascimentos cirúrgicos chegou a 52%, passando os partos normais.
A preocupação com a quantidade de cirurgias no nascimento é tanta que o Ministério da Saúde vai fazer uma pesquisa com 24 mil mulheres para entender o que leva à escolha da cirurgia com data marcada para dar à luz.
O trabalho vai verificar qual é a indicação médica e os motivos que levaram a mulher a escolher um determinado tipo de parto -normal, cesárea ou até em casa.
A hipótese é que fatores culturais contem muito nesse tipo de decisão.
"A mulher brasileira se preocupa com a sexualidade e teme que o parto altere o períneo, o que é é um mito", diz Vera Fonseca, diretora da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e do Conselho Federal de Medicina.
Medo da dor
O medo da dor também afasta a mulher do parto normal. "Temos uma imagem de parto normal como se vê no cinema, com dor e sofrimento. Isso afasta as mulheres da opção natural", analisa a historiadora da ciência Germana Barata, da Unicamp.
De acordo com a ginecologista da USP, Sonia Penteado, alguma mulheres que tentam enfrentar a dor do parto não aguentam.
"Já tive pacientes que chegaram a ter dilatação completa no parto, mas não toleraram a dor e pediram para que fosse feita a cesárea", conta.
Esse tipo de intervenção é possível no sistema privado. "No público, a mulher tem de aguentar a dor porque faltam cirurgiões", diz Penteado.
A proporção de quantidade de cesáreas no SUS gira em torno de 37% dos nascimentos. Na rede privada, o percentual sobe para 82%.
Decisão do médico
Mas, além da cultura, a opinião dos médicos também conta -e muito- na decisão.
"Nunca chegou uma paciente no meu consultório dizendo 'quero cesárea e pronto'", diz Penteado.
Segundo ela, a maioria das mulheres decide com seu médico o tipo de parto.
Ela recomenda parto normal a suas pacientes desde que não existam fatores de risco, como hipertensão. Hoje, a doença é a principal causa de morte de mulheres no parto no Brasil (na Europa e nos EUA é a hemorragia).
Para Fonseca, muitos médicos incentivam a cesárea por receio de falta de leitos, inclusive na rede privada.
O Brasil tem 0,28 leito para cada mil usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) -o que, de acordo com o Ministério de Saúde, atende a demanda. Mas países desenvolvidos têm o dobro disso.
"Se a paciente entra em trabalho de parto de maneira inesperada, corre risco de não ter vaga. Isso dá insegurança para o médico."
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17/02
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FMCSV recebe palestra da neurocientista e educadora Anna Lucia Campos
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No dia 13 de fevereiro a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) recebeu a educadora e neurocientista Anna Lucia Campos para um diálogo sobre o desenvolvimento na primeira infância.
Brasileira, Anna Lucia vive atualmente no Peru, onde é diretora do Centro Ibero-americano de Neurociências, Educação e Desenvolvimento Humano (Cerebrum). A instituição busca promover melhorias na qualidade da educação, utilizando-se de conceitos da neurociência e promovendo cursos e capacitações pedagógicas em diversos países da América Latina. Ela também é consultora da Organização dos Estados Americanos (OEA) em neuroeducação.
Em sua palestra, Anna Lucia explicou a importância de se levar em conta o processo de desenvolvimento do cérebro nos primeiros anos de vida durante a formulação de propostas para a educação infantil. Sem esse tipo de conhecimento, o sistema educacional não só avalia de forma incorreta certas habilidades nas crianças, mas perde oportunidades de realizar atividades nos momentos em que elas proporcionarão os melhores resultados.
Anna Lucia participou também do IV Seminário Líderes em Gestão Escolar, organizado pela Fundação Lemann entre os dias 13 e 15 de fevereiro, como convidada da FMCSV.
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14/02
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Crianças participam de projeto para ganhar autonomia logo nos primeiros anos de vida
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Programa transmitido em rede nacional, pela GloboNews, destaca Projeto de Intervenção Local desenvolvido pela FMCSV em Itupeva. Reportagem mostra os estímulos que as crianças recebem nas creches para desenvolverem mais autonomia e auto-segurança.
Confira no link abaixo:
http://g1.globo.com/globo-news/via-brasil/videos/t/todos-os-videos/v/criancas-participam-de-projeto-para-ganhar-autonomia-logo-nos-primeiros-anos-de-vida/1789035/
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14/02
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Investimentos na primeira infância ajudam a combater a pobreza, diz especialista da OEA
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Publicado no Portal da Secretaria de Assuntos Estratégicos, no dia 14/02/2012
Os investimentos na primeira infância são um importante fator para a redução da pobreza de um país, disse hoje (14/02), a consultora sênior da Organização dos Estados Americanos (OEA), Gaby Fujimoto, durante reunião promovida pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE).
Gaby apresentou um panorama sobre as principais experiências mundiais, no que se refere à formulação de políticas públicas, a um grupo de especialistas na área, técnicos e autoridades do governo, formado por cerca de 60 pessoas.
O objetivo da reunião foi debater e discutir as melhores práticas adotadas tanto no ambiente internacional, como no nacional, por meio de iniciativas dos governos federais, estaduais e municipais.
“Os incentivos à primeira infância e aos programas de desenvolvimento nos ajudam a sair de uma situação de pobreza. Isso terá importantes reflexos na economia de um país”, disse.
Entre os diversos critérios adotados em programas internacionais voltados para a primeira infância, a especialista destacou a necessidade de desenvolver uma política nacional que seja integrada nos três níveis da federação.
O desenvolvimento de um programa de atenção integral ao desenvolvimento da criança, o fortalecimento das instituições federais, estaduais e municipais responsáveis pela gestão dos programas, a definição de regras claras, os investimentos em qualificação profissional e a melhoria das condições de trabalho também foram defendidos por Gaby.
Gaby Fujimoto ressaltou ainda alguns elementos, que segundo ela são considerados pela OEA e por outras instituições envolvidas com o tema, como importantes para o sucesso do desenvolvimento de programas.
“É preciso haver financiamento e as parcerias público-privado são importantes. Além disso, o respeito às características e referências de cada região também deve ser levado em conta. É necessário combinar estratégias respeitando as necessidades da criança”.
O subsecretário de Ações Estratégicas da SAE, Ricardo Paes de Barros destacou que o Brasil é um país rico em termos de políticas públicas voltadas para a primeira infância e o grande desafio é promover a integração das iniciativas existentes.
“Para consolidar, coordenar e integrar as nossas políticas é importante saber o que o mundo está fazendo. Desta forma podemos agregar ideias. No Brasil também temos vários estados, municípios e organizações da sociedade civil que estão desenvolvendo, há algum tempo, ações que podem ser nacionalizadas”, afirmou Paes de Barros.
A discussão também contou com a participação do deputado Osmar Terra (PMDB/RS), que é coordenador da Frente Parlamentar da Primeira Infância. A frente tem como objetivo principal o aperfeiçoamento da legislação sobre a primeira infância no Brasil.
“No Congresso Nacional estamos em um processo de aprofundar o conhecimento nesta área do desenvolvimento humano, que é tão importante. Estamos extremamente interessados no andamento das negociações e das articulações que envolvem os órgãos de governo para o desenvolvimento de políticas públicas que sejam mais abrangentes e que possam causar um grande impacto no desenvolvimento das nossas crianças e da sociedade futura”, disse.
http://www.sae.gov.br/site/?p=10604
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10/02
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Dores infantis não devem ser subestimadas
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Publicado no Portal IG Delas, em 06/02/2012
Pediatras explicam por que os pais devem dar atenção às queixas das crianças e ensinam a distinguir uma manha de um sintoma real
Renata Losso, especial para o iG São Paulo
É tão comum as dores das crianças aparecerem pouco antes de um momento desafiador – a volta às aulas, por exemplo – que se torna fácil descartá-las sem maiores investigações. Diante da dor de barriga súbita na hora de ir para a escola, os pais costumam ignorar a reclamação ou medicar a criança por conta própria. Nenhuma das atitudes é a correta.
Ao final de 2011, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou o “Consenso sobre Dores Pouco Valorizadas em Crianças”. O trabalho, com orientações dos profissionais da área sobre dores comumente desconsideradas, foi coordenado pelo pediatra Cláudio Len, professor do Departamento de Pediatria da Unifesp e membro da SBP.
“Vejo muitos pais dando analgésicos aos bebês com cólicas ou dores pela erupção dental. Não há dúvidas de que tomar essa atitude todas as vezes terá efeitos colaterais para a criança”, diz.
Para acalmar a dor do filho na hora, alguns pais exageram na dose e usam remédios prolongadamente. “Às vezes o filho já é adolescente e, por praticar esportes, sente dores no pé ou no joelho. Os pais medicam e perdem a noção”, comenta Len.
Se usados com frequência, analgésicos podem ocasionar problemas no fígado e, no caso de antiinflamatórios não hormonais, gastrite e inflamações no rim. Há ainda o risco de o pai dar o remédio e, sem saber, a mãe repetir a dose mediante outra queixa da criança. O resultado pode ser até intoxicação.
Queixas comuns
De acordo com a pediatra Mariana Granato, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, dor de cabeça, dor abdominal e dores em membros do corpo, principalmente nas pernas, são as queixas infantis mais comuns. Se forem recorrentes, os pais devem refletir sobre a razão das manifestações, em vez de apenas tratá-las com remédios.
“A dor pode ser um sinal de que algo não está indo bem na vida da criança”, sugere a pediatra. Se ela reclama de dor de cabeça sempre que deve ir à natação, talvez esteja tendo problemas com os colegas ou simplesmente cansou de uma agenda cheia de compromissos.
Mas é preciso fazer uma investigação sobre as causas da dor. Além de manifestações de um desconforto emocional, uma dor de cabeça recorrente pode ser sinal de enxaqueca, assim como uma dor de barriga recorrente pode sinalizar gastrite ou obstipação intestinal (também conhecida como prisão de ventre).
As dores em membros do corpo, segundo o pediatra Cláudio Len, podem ser tanto as chamadas dores de crescimento como a fibromialgia juvenil -- dores musculares crônicas que podem atrapalhar bastante a vida da criança. Independentemente de sua origem, nem sempre as dores irão impedir a criança de se alimentar bem ou ir para a escola.
Como saber se uma dor é de verdade?
Na maioria das vezes, uma dor de cabeça realmente irá passar sozinha. Mas nenhum pai quer que o filho sofra com frequência. Como correr para o vidro de remédio não é a solução, conhecer bem a criança e aprender a graduar o nível de desconforto dela é o ideal. Se a criança acorda de madrugada reclamando, é sinal de que o problema não é tão passageiro e está atrapalhando.
“Quando a criança apresenta, além da queixa da dor de cabeça, algum outro sintoma associado, como o vômito, a reclamação merece atenção”, orienta Len. Dor em algum membro do corpo, recorrente e associada à perda de peso, também é preocupante, assim como mudanças de hábitos, queda do ritmo escolar e distanciamento dos amigos. De acordo com Cláudio Len, que também realiza pesquisas no campo da dor, a fibromialgia também está ligada a alguns sintomas da depressão.
O pediatra Marcelo Reibscheid, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, sugere uma técnica simples e muito eficaz. Na hora da reclamação, ele indica aos pais usar placebo em vez de remédio. Os pais podem dar um chá à criança, no mesmo copinho usado para o analgésico. Se a dor passar depois de dez minutos, é sinal de que não era realmente nada. Se a queixa persistir, vale consultar um pediatra para investigar o problema.
Segundo Cláudio Len, a dor que não é orgânica deixa de existir quando a criança para de pensar no assunto e está contente com outra atividade.
Além de somente procurar tratamento para a dor dos filhos, os pais devem buscar maneiras de preveni-la. Para isso, nada melhor que uma vida saudável, com rotina adequada ao ritmo infantil. “Na maioria das vezes as dores crônicas estão ligadas a hábitos errados de vida, como noites de sono mal dormidas, sedentarismo, má alimentação e muito tempo diante da televisão”, afirma Cláudio Len.
http://delas.ig.com.br/filhos/dores-infantis-nao-devem-ser-subestimadas/n1597613018964.html
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